Inimigo político ferrenho da governadora Fátima Bezerra (PT), o empresário e delegado Sérgio Leocádio afirmou que a escolha do nome para disputar o governo do Rio Grande do Norte com a gestora nas eleições deste ano deve ser detalhista e essencialmente técnica. Ele criticou, mais uma vez, a administração petista e revelou um resumo das ações que considera essenciais para um bom governo.
“Fazer uma pauta e gestão técnica. Pensar em um Estado mínimo, cuidando da segurança, educação e saúde, prioritariamente. Esquecer discursos e questões políticas. Pensar no cidadão e no desenvolvimento do Rio Grande do Norte, incentivando os investimentos privados, promovendo a transparência do uso dos recursos públicos e tolerância zero para a corrupção”, evidenciou, sem entrar em detalhes.
Questionado se aceitaria o desafio de enfrentar Fátima Bezerra nas urnas este ano, uma vez que ela não estaria, conforme seu pensamento, fazendo uma boa gestão, Sérgio Leocádio afirmou que a escolha do nome para o governo deve preceder de escolha técnica. “E que envolva união, compromisso e, sobretudo, um esforço coletivo para tirar o Rio Grande do Norte do atraso administrativo e econômico causados pelo PT”, ponderou.
Ele também afirmou que, caso seja o escolhido pela oposição para disputar com Fátima e a vença nas eleições, sendo eleito governador do Estado, pretende promover um choque de gestão. “É preciso diminuir os gastos públicos e trabalhar para toda a população e não apenas para seu grupo político, o que infelizmente acontece no Estado do Rio Grande do Norte há décadas”, afirmou.
Críticas a Fátima
“Péssima e medíocre”, disparou Sérgio Leocádio sobre a administração da governadora na condução do Rio Grande do Norte. Sem papas na língua, ele afirmou que, apesar da petista ser professora, tem deixado o Estado sem Educação e não aplica os investimentos necessários em áreas vitais para a população, como saúde e segurança pública. “O único discurso promovido pela governadora é ficar repetindo que paga as folhas dos servidores estaduais em dia, contudo, como bem sabemos, isso é uma obrigação, é o mínimo que um gestor público deve fazer”, afirmou.
“A governadora é uma irresponsável por querer retirar dos policiais civis o Adicional Por Tempo de Serviço (ADTS), um benefício adquirido ao longo de décadas e sua extinção vai implicar em perdas na remuneração da categoria. Na verdade, o que Fátima pretende é criar uma crise política, para chegar com uma solução. Não existe aumento nenhum na folha de pagamento dos servidores estaduais. Ela está fazendo confusão. Para lá na frente, resolver um ‘problema’ que não tem que ser resolvido”, explicou.
Bloco da oposição tem dificuldades para montar chapa contra Fátima Bezerra
A governadora Fátima Bezerra começou seu último ano de governo sem enfrentar uma oposição organizada para fazer frente à sua administração. E a consequência disso é que a petista segue rumo ao seu projeto de reeleição sem encontrar maiores dificuldades, enquanto o grupo de oposição ainda não definiu de fato um candidato a governador.
Um dos nomes mais cotados até o momento é o do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Ezequiel Ferreira (PSDB), seria um nome que uniria parte importante da oposição, inclusive, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), chegou a sugerir uma chapa com Ezequiel para governador e Rogério Marinho para senador. No entanto, Ezequiel não se posicionou até aqui.
Nomes existem para fazerem frente ao governo de Fátima Bezerra, contudo, falta articulação para construir um projeto eleitoral que seja sólido. A prova disso, foi a tentativa frustrada do deputado federal Benes Leocádio (Republicanos), que se lançou pré-candidato a governador, mas não conseguiu reunir oposição e desistiu do projeto majoritário.

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