O furto de cabos de energia elétrica tem causado prejuízos significativos no Rio Grande do Norte. De janeiro a julho de 2025, a Neoenergia Cosern registrou 926 ocorrências, impactando diretamente cerca de 178 mil clientes e mais de meio milhão de pessoas quando considerados os efeitos indiretos das interrupções.
As cidades da Costa Branca concentram a maior parte dos casos. Mossoró contabilizou 21 ocorrências, afetando 784 clientes; em Areia Branca, 15 furtos deixaram 10.143 consumidores sem energia; e em Ipanguaçu, 12 casos atingiram 27 clientes. Outros municípios, como Guamaré e Macau, também registraram impactos significativos.
Além das interrupções no fornecimento, o furto gera gastos elevados para a distribuidora. Em 2024, a recomposição da rede devido a furtos custou mais de R$ 24 milhões, valor que acaba sendo repassado aos consumidores por meio das tarifas.
Para enfrentar o problema, a legislação federal foi reforçada em julho, aumentando a pena de prisão para até 15 anos em casos de furto de cabos de energia, telefonia, dados e transporte ferroviário. A Neoenergia Cosern também adotou medidas tecnológicas, como a marcação química dos cabos com nanopartículas, permitindo rastrear materiais furtados.
Operações policiais têm resultado em prisões ligadas a esquemas de furto, como a Operação Sem Divisa, realizada em agosto, que prendeu no Piauí um suspeito de liderar uma rede criminosa atuante em Areia Branca. A companhia reforça ainda a importância da participação da população para denúncias, por meio do número 116 ou Disque Denúncia 181.
Com essas ações integradas, distribuidora e autoridades buscam reduzir os prejuízos causados pelos furtos e garantir mais segurança e confiabilidade no fornecimento de energia elétrica para os potiguares.
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