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Domingo, 03 de Maio 2026

Estado

Exportações do RN para os EUA caem 73% em agosto após tarifaço

Setor pesqueiro é o mais afetado, enquanto comércio com outros países cresce.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Exportações do RN para os EUA caem 73% em agosto após tarifaço
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As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos registraram queda de 73% em agosto, reflexo da imposição de tarifas de 50% pelo governo norte-americano. O estado vendeu apenas US$ 1,6 milhão em produtos, totalizando 932 toneladas, contra 6 mil toneladas e US$ 6 milhões no mês anterior. Entre os 47 produtos exportados, somente o óleo combustível não foi afetado pela taxação.

O setor pesqueiro foi um dos mais impactados, com destaque para a exportação de atum, que caiu 38%, passando de 28 para 23 toneladas, gerando receita de US$ 180 mil em agosto. Este foi o primeiro mês de vigência do “tarifaço” imposto pelo presidente Donald Trump, que somou 40% à tarifa já existente de 10%, totalizando 50% de taxação sobre produtos brasileiros.

Apesar do impacto negativo nos EUA, outros mercados apresentaram crescimento expressivo. As exportações do RN para o Reino Unido quintuplicaram, enquanto as vendas para Taiwan também aumentaram significativamente. A entrada no mercado tailandês resultou em US$ 2,2 milhões exportados em agosto, marcando novas oportunidades para o estado.

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Para discutir os efeitos das tarifas e buscar alternativas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma missão empresarial em Washington. A comitiva contou com representantes da Federação das Indústrias do RN (FIERN) e manteve reuniões com autoridades americanas, parlamentares, a Embaixada brasileira e a US Chamber, abordando especialmente os impactos sobre sal e pesca.

Roberto Serquiz, presidente da FIERN, avaliou como promissoras as negociações e afirmou que o setor industrial brasileiro continuará em diálogo permanente para tentar reduzir as barreiras comerciais. O acompanhamento internacional busca minimizar os prejuízos e ampliar o acesso a novos mercados para os produtos potiguares.

Apesar do cenário desafiador, o Rio Grande do Norte mantém esforços para diversificar seus parceiros comerciais, equilibrando perdas no mercado americano com ganhos em outros países e fortalecendo a presença do estado no comércio exterior.

 
 
 
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