As exportações de pescado do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos sofreram uma queda de 80% após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo presidente americano Donald Trump. Segundo o Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca), apenas 20% do volume exportado anteriormente ainda é comercializado com os EUA, resultando na paralisação de metade da frota de navios de pesca de atum.
Apesar do impacto significativo, o setor ainda não registrou demissões, apenas férias programadas para alguns trabalhadores. Empresas buscam negociações diretas com compradores para minimizar prejuízos, mantendo parte das operações. Entre julho e agosto, as exportações gerais do RN para os EUA caíram de US$ 6,25 milhões para US$ 1,62 milhão, afetando também a indústria salineira do estado.
Para reduzir os efeitos do tarifaço, produtores e entidades buscam abrir mercados alternativos, principalmente na Europa. A Federação das Indústrias do RN (FIERN) e os governos estadual e federal têm atuado na negociação para garantir o acesso a novos mercados e proteger empregos. Além disso, medidas como férias programadas e absorção parcial de custos têm sido adotadas para preservar a atividade econômica local.
O governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN), ampliou incentivos às empresas afetadas, dobrando créditos de ICMS e liberando até R$ 2 milhões em crédito presumido. A estratégia inclui diversificação de mercados, destacando aumentos recentes nas exportações para México e Mercosul, como forma de reduzir a dependência do mercado americano.
Em âmbito nacional, o Plano Brasil Soberano prevê R$ 30 bilhões em crédito, aumento das alíquotas do Reintegra e apoio a produtores com compras públicas. O programa busca regulamentar linhas de crédito ainda em setembro, beneficiando empresas do RN e garantindo proteção aos empregos, reforçando a importância de manter a competitividade e a sustentabilidade do setor pesqueiro e salineiro.

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