A expansão da energia eólica offshore no Brasil deve abrir novas oportunidades de emprego e fortalecer a competitividade energética, especialmente no Rio Grande do Norte. A avaliação é do diretor do Senai-RN e da Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais (Faeti), Rodrigo Mello, que destacou o potencial do estado em entrevista ao programa Formação Potiguar.
Segundo o especialista, a energia eólica offshore consiste na geração de energia a partir do vento com estruturas instaladas no ambiente marinho. Diferente dos parques onshore, localizados em terra, esse modelo aproveita condições mais favoráveis, como ventos mais constantes e maior estabilidade, o que aumenta a eficiência na produção energética.
Rodrigo Mello explicou que os equipamentos utilizados no mar possuem maior capacidade de geração. Enquanto os aerogeradores em terra produzem cerca de 6 megawatts, os instalados no ambiente offshore já alcançam entre 15 e mais de 20 megawatts, o que amplia significativamente o potencial de produção.
Além da eficiência, a fonte também se destaca pela competitividade. O diretor afirmou que o Brasil, e especialmente o Rio Grande do Norte, reúne condições ideais para gerar energia limpa, renovável e com custos competitivos no cenário internacional, graças às características naturais do litoral potiguar.
Para viabilizar o crescimento do setor, ele destacou dois pontos essenciais: o avanço tecnológico e a qualificação profissional. Instituições como o Senai e a Faeti já atuam na formação de mão de obra especializada, com cursos voltados tanto para nível superior quanto para capacitação técnica, incluindo iniciativas inéditas no país voltadas ao ambiente offshore.
A expectativa é de alta empregabilidade, com salários acima da média industrial e uma demanda crescente por profissionais qualificados. Diante desse cenário, a orientação é clara: investir em capacitação será fundamental para aproveitar as oportunidades que devem surgir com a expansão da energia eólica offshore no estado.

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