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Quinta-feira, 07 de Maio 2026

Política

Empresários defendem corte de encargos e criticam fim da escala 6x1

Debate na Câmara dos Deputados abordou o custo Brasil

Redação
Por Redação
Empresários defendem corte de encargos e criticam fim da escala 6x1
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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Líderes do segmento empresarial pleitearam a diminuição dos custos relacionados à mão de obra, visando aprimorar a capacidade competitiva dos produtos nacionais frente aos importados. Durante uma audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, os participantes manifestaram objeções às propostas legislativas que visam reduzir a jornada de trabalho, atualmente em discussão.

A comissão divulgou um cronograma para a votação do fim da escala 6x1

Fábio Augusto Pina, representante da Fecomércio de São Paulo, argumentou que o debate acerca da jornada de trabalho não deveria ocorrer em um período eleitoral. Ele enfatizou que "ninguém avaliou a viabilidade disso, e a viabilidade precisa ser alcançada por meio da produtividade".

Roberto Ordine, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, complementou que já há mecanismos disponíveis para negociar modelos de escalas reduzidas. Ele questionou: "Mediante acordos trabalhistas, é possível adaptar essas condições. Qual a necessidade da interferência estatal neste ponto?".

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A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), responsável pela solicitação do debate, informou ter protocolado um requerimento para assegurar que representantes do setor patronal sejam convidados a participar de todas as audiências na Câmara que abordem o término da escala de trabalho 6x1.

O custo Brasil em debate

Durante os debates na comissão, o economista Carlos Costa calculou o impacto do custo Brasil em R$ 1,5 trilhão anuais. Esse montante representa a disparidade de custos para empreender no país em comparação com nações desenvolvidas. Costa defendeu a diminuição dos encargos sobre o trabalho e da carga tributária, além de pleitear uma nova regulamentação para o setor elétrico.

Conforme Fábio Augusto Pina, é imperativo estabelecer um novo limite para os gastos públicos a fim de conter o endividamento e, por conseguinte, reduzir a taxa básica de juros. Ele também pontuou que o aprimoramento da produtividade enfrenta desafios significativos devido à qualidade insatisfatória do ensino básico no Brasil.

Renato Corona, da Fiesp, apresentou dados indicando que a disparidade de preços entre produtos fabricados no Brasil e os importados atinge, em média, 24,1%. Em relação à carga tributária, ele destacou que ela corresponde a 32,5% do PIB brasileiro, enquanto em nações parceiras esse percentual é de 26,5%.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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