A economia do Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2025 com um superávit comercial de US$ 210 milhões, resultado direto do bom desempenho das exportações, especialmente da fruticultura irrigada no Oeste potiguar. Segundo o Boletim da Balança Comercial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC/RN), o estado movimentou US$ 667,2 milhões em transações internacionais, sendo US$ 439 milhões em exportações e US$ 228,2 milhões em importações.
O destaque da pauta de exportações continua sendo o óleo combustível, com US$ 212 milhões, mas produtos agrícolas do Oeste, como melão, melancia e mamão, também apresentaram grande relevância. Só o melão fresco gerou uma receita de US$ 54,1 milhões, seguido pela melancia com US$ 28,2 milhões e o mamão com US$ 11,8 milhões, reforçando o papel do agronegócio regional na economia estadual.
A logística de exportação foi majoritariamente marítima, com 93% das mercadorias sendo escoadas por portos, o que corresponde a US$ 407,9 milhões. Os principais destinos dos produtos potiguares foram o Panamá (US$ 184,8 milhões), seguido por Estados Unidos, Holanda, Espanha e Reino Unido, o que demonstra a inserção diversificada do estado em mercados internacionais.
Em relação às importações, o RN registrou entrada significativa de gasolinas (US$ 32,6 milhões), trigo (US$ 27,3 milhões) e células fotovoltaicas (US$ 22,4 milhões), evidenciando o crescimento de investimentos em energia solar. A China liderou como principal origem das importações, com US$ 70 milhões movimentados.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, destacou que os dados refletem o acerto das políticas de estímulo ao comércio exterior: “O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado de incentivo à nossa balança comercial, e principalmente, às exportações seguem em ritmo forte e reafirmam o dinamismo da nossa economia”, afirmou. Para a SEDEC, os números indicam que o RN se mantém competitivo e com forte presença no mercado global.