A história real de um dos nomes mais temidos do crime organizado nordestino será lançada oficialmente no dia 14 de agosto, durante a Feira do Livro da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró. Trata-se do livro Pedro Rocha – Do Crime à Redenção: A história de um dos mais temidos ex-assaltantes de bancos do Nordeste, escrito pelo jornalista e policial penal Márcio Morais. A obra é um mergulho nos bastidores da vida criminosa e da posterior redenção de Pedro Rocha Filho.
Conhecido por sua participação em dezenas de assaltos a bancos nas décadas de 1980 e 1990, Pedro Rocha teve uma trajetória marcada por fugas espetaculares, confrontos armados e prisões que ganharam destaque na imprensa policial. Hoje, vive uma realidade completamente diferente: mora de aluguel na periferia de Mossoró, enfrenta sérios problemas de saúde e depende de doações para sobreviver. A mudança drástica de vida é o ponto central da narrativa construída por Márcio Morais.
Além de retratar os fatos com base em documentos e registros, o autor reúne depoimentos de ex-parceiros de crime, policiais envolvidos em sua captura e pessoas que acompanharam de perto a transformação de Pedro Rocha. O livro não se limita ao relato policial; propõe uma profunda reflexão sobre o sistema prisional, os impactos das escolhas individuais e a possibilidade de recomeço, mesmo após anos imerso na criminalidade.
A obra está em pré-venda no site www.portrasdasgrades.com.br, ao custo de R$ 70,00. Parte do valor – R$ 20,00 por exemplar vendido – será destinada ao próprio Pedro Rocha, como forma de ajudá-lo em sua atual condição de vulnerabilidade. O gesto reforça o caráter humano e social do projeto, que vai além da mera curiosidade pelo universo do crime.
Segundo Márcio Morais, o objetivo da obra é sensibilizar o leitor para a complexidade da vida de quem esteve do outro lado da lei. “Não é só sobre assaltos e prisões. É sobre escolhas, arrependimento e humanidade. Pedro foi um dos bandidos mais temidos do país, mas hoje é um homem invisível, marcado pelo passado e lutando para viver com dignidade. Contar essa história é dar voz à transformação”, declarou o autor.
