A construção civil, setor estratégico para a economia de Apodi, enfrenta risco de paralisação. A Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) ainda não assumiu oficialmente o abastecimento dos bairros Bacurau I, Missões e Brisa da Lagoa (Prainha), o que impede a conclusão e financiamento de obras na região.
Construtores locais alertam que a situação pode levar à demissão de mais de 200 trabalhadores, incluindo pedreiros, serventes e engenheiros. Segundo relatos, pelo menos 60 imóveis já estão prontos ou em fase final, mas não podem ser vendidos nem financiados, já que os laudos técnicos da Caixa Econômica Federal apontam a falta de abastecimento regular.
Santa Rosa, um dos principais construtores da cidade, lembra que desde 2017 os responsáveis pelo setor vêm cumprindo todas as exigências: doação de terrenos, compra de adutora e instalação de tubulações. Apesar disso, a Caern não formalizou a operação da rede, bloqueando recursos e investimentos essenciais para o setor.
A construção civil de Apodi movimenta cerca de R$ 3 milhões por mês apenas com imóveis financiados pelo programa Minha Casa Minha Vida. Sem a liberação dos laudos de abastecimento, o dinheiro deixa de circular na economia local, prejudicando o crescimento da cidade e colocando em risco novos investimentos.
Os bairros afetados somam mais de 2 mil residências, que dependem de poços e adutoras independentes para abastecimento. Construtores apelam à Prefeitura, Câmara Municipal e Governo do Estado para pressionarem a Caern e evitar que um dos principais motores econômicos de Apodi seja comprometido.
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