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Domingo, 19 de Abril 2026

Política

Comissão de segurança aprova regras mais severas para redução de pena no tráfico

Projeto de lei altera a Lei Antidrogas, introduzindo critérios que consideram a natureza e o volume da substância apreendida

Redação
Por Redação
Comissão de segurança aprova regras mais severas para redução de pena no tráfico
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, no último mês de dezembro, o Projeto de Lei 2003/25. A proposta visa estabelecer parâmetros mais claros para a concessão do benefício conhecido como tráfico privilegiado, que permite a diminuição da pena em situações específicas. Essa iniciativa legislativa, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), propõe modificações na Lei Antidrogas.

Conforme o texto aprovado, o magistrado deverá levar em conta a qualidade e a quantidade da droga apreendida ao decidir sobre a aplicação da redução de pena ao réu. O objetivo é apurar se o indivíduo está envolvido em atividades criminosas ou se faz parte de uma organização criminosa, indo além da mera constatação de que o réu é primário.

Correção de distorções na aplicação da lei

O relator do projeto, deputado Sargento Fahur (PSD-PR), emitiu parecer favorável. Ele argumentou que a proposta tem o intuito de corrigir interpretações distorcidas da legislação atual que, em sua visão, acabam por beneficiar grandes traficantes.

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"[Essas interpretações] têm permitido a concessão do redutor de pena a indivíduos com evidente atuação profissional no tráfico, simplesmente porque são tecnicamente primários, mesmo quando há apreensão de quantidades expressivas de drogas”, afirmou Fahur. Segundo o relator, a vasta quantidade de entorpecentes apreendidos é um indicativo de que o acusado não é um usuário ocasional, mas sim alguém inserido na estrutura do crime organizado.

“É preciso reconhecer ainda que, enquanto policiais colocam a própria vida em risco, o sistema judicial, em muitos casos, desfaz em minutos aquilo que levou semanas ou meses de trabalho policial.” O deputado acrescentou que a proposta surge como uma resposta a casos recentes em que pessoas detidas com centenas de quilos de drogas foram liberadas em audiências de custódia ou receberam benefícios penais por serem consideradas réus primários.

Próximos passos da tramitação

O projeto seguirá agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Após essa etapa, será encaminhado para a apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a proposta se torne lei, será necessária a aprovação tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

Entenda o processo de tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Câmara dos Deputados
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