A Pesquisa Anual de Comércio 2023 (PAC 2023), divulgada pelo IBGE, revelou que o comércio do Rio Grande do Norte empregou 132.645 pessoas em 2023, número que representa a maior ocupação da série histórica iniciada em 2007. Nos últimos 15 anos, o estado potiguar registrou um crescimento superior a 40% no número de trabalhadores formais no setor, superando inclusive os patamares pré-pandemia. Apesar do avanço, o crescimento entre 2022 e 2023 foi modesto, de apenas 0,85%.
Além do aumento no emprego, o número de estabelecimentos comerciais também cresceu. Em 2023, o Rio Grande do Norte contou com 21.182 unidades locais com receita de revenda, um incremento de 1,78% em relação ao ano anterior. O varejo domina o setor, respondendo por 77,3% das empresas, seguido pelo comércio atacadista e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas. Desde 2007, o crescimento total de empresas comerciais no estado ultrapassou 22%.
No que se refere à receita bruta, o comércio potiguar movimentou R$ 70,9 bilhões em 2023, consolidando-se na sexta posição entre os estados do Nordeste. Esse valor representa um aumento de 13,18% em relação a 2022, distribuído entre o varejo, com mais de R$ 37 bilhões, o atacado, com mais de R$ 35 bilhões, e o comércio de veículos, com mais de R$ 7 bilhões. Mesmo com o crescimento da receita e do emprego, o salário médio pago aos trabalhadores do comércio apresentou queda, passando de 1,5 para 1,4 salário mínimo.
O levantamento também destaca que o maior salário médio no comércio é pago pelo segmento atacadista, com 1,6 salários mínimos, enquanto o varejo remunera em média 1,3 salários mínimos. A PAC reforça a importância estrutural do comércio para a economia local, abrangendo informações sobre pessoal ocupado, receitas e despesas, e considerando apenas empresas com receita majoritária oriunda da revenda de bens, excluindo microempreendedores individuais (MEI).
Por fim, o Rio Grande do Norte ocupa a 19ª posição nacional em receita bruta e a 5ª no Nordeste em número de trabalhadores no comércio, ficando atrás apenas da Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão. Em número de empresas, o estado está em 7º lugar na região, posicionando-se à frente de Alagoas e Sergipe. Esses dados refletem a força e o dinamismo do comércio potiguar, apesar dos desafios no mercado de trabalho e na remuneração dos empregados.
