Em agosto de 2025, o Canadá se consolidou como principal destino da mineração do Rio Grande do Norte, com o estado exportando US$ 4,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC). O ouro em formato de bulhão dourado foi responsável por 92,7% do total, destacando a relevância da mineração para a economia local.
A análise técnica da SEDEC aponta que o ouro exportado tem origem no município de Currais Novos, região do Seridó, onde opera o Projeto Borborema, administrado pela canadense Aura Minerals. A empresa destacou que a produção na mina representa um marco relevante em seu portfólio, sendo o segundo projeto greenfield da companhia e a quinta mina em operação.
Além do ouro, outros produtos também contribuíram para as exportações com destino ao Canadá, como melões frescos, granitos trabalhados, peixes congelados, mamões e melancias, evidenciando a diversidade e complementaridade das cadeias produtivas do estado.
O desempenho canadense ganha relevância diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros em 2025. Enquanto o mercado americano enfrenta restrições, o Canadá se mostra parceiro estratégico, absorvendo parte da produção potiguar e contribuindo para a diversificação da pauta exportadora.
Segundo a SEDEC, os resultados reforçam a importância estratégica da mineração e da fruticultura para a inserção internacional do Rio Grande do Norte, ampliando oportunidades de emprego, atração de investimentos e desenvolvimento sustentável nas regiões produtoras.
O fortalecimento de parcerias com mercados como o canadense demonstra o potencial do estado em diversificar suas exportações, aumentando a competitividade e garantindo maior estabilidade econômica para o Rio Grande do Norte.

Comentários: