O Rio Grande do Norte enfrenta baixa adesão à vacina contra a influenza, com apenas 47,6% do público-alvo imunizado, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A situação ocorre em um momento crítico, quando o estado figura entre os 20 com maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o boletim InfoGripe da Fiocruz, caracterizando a região como “de risco” para doenças respiratórias graves.
Até o momento, 380.191 doses foram aplicadas entre os grupos prioritários, que somam 798.792 pessoas, incluindo crianças, idosos e gestantes. A campanha segue até janeiro de 2026, ou enquanto durarem os estoques disponíveis nos municípios. A vacinação é considerada essencial para reduzir a propagação do vírus, que sofre mutações constantes e apresenta alta transmissibilidade.
Segundo Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis da Sesap, a baixa procura pode estar relacionada ao fim do período de maior circulação do vírus, quando parte da população relaxa os cuidados. Ainda assim, a especialista reforça a importância da imunização contínua, destacando que a vacinação fortalece a resposta do organismo e reduz os impactos da doença.
Dados da plataforma RN Mais Vacina indicam que 45,18% das crianças, 47,17% dos idosos e 74,42% das gestantes receberam a dose. A secretaria observa que crianças e idosos são os grupos que menos procuram a vacinação, mesmo sendo prioritários, enquanto gestantes apresentam maior cobertura. Em Natal, a vacinação está disponível para todos os públicos, dependendo da disponibilidade de estoques.
Para ampliar a adesão, a Sesap recomenda busca ativa de não vacinados e reforço na divulgação de dias e horários de vacinação. O “Dia D” da campanha está marcado para 16 de setembro, com objetivo de facilitar o acesso da população à imunização e aumentar a cobertura, garantindo proteção à saúde e prevenção de casos graves de gripe no estado.
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