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Domingo, 03 de Maio 2026

Saúde

Avanço do vírus sincicial respiratório gera preocupação em diversos estados brasileiros

Relatório da Fiocruz aponta que, entre março e abril, o rinovírus liderou as detecções com 40,8%, seguido pela Influenza A com 30,7% e pelo VSR com 19,9%

Redação
Por Redação
Avanço do vírus sincicial respiratório gera preocupação em diversos estados brasileiros
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um novo boletim alertando para o risco elevado de síndromes gripais graves em 18 estados e no Distrito Federal. A tendência é de crescimento nas notificações em pelo menos 13 dessas regiões nas próximas semanas.

Entre os dias 29 de março e 4 de abril, os diagnósticos positivos foram liderados pelo rinovírus (40,8%), principal agente dos resfriados comuns. A Influenza A apareceu com 30,7%, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) registrou 19,9%. O VSR é particularmente perigoso para as vias aéreas de bebês e idosos.

Segundo orientações do Ministério da Saúde, o VSR atinge todas as faixas etárias, mas o impacto é severo em recém-nascidos, pessoas com mais idade e pacientes com o sistema imunológico fragilizado.

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A circulação do patógeno ocorre em picos sazonais no Brasil e no exterior, variando de sintomas leves à síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que exige suporte hospitalar imediato.

“O VSR possui alto índice de transmissibilidade e ataca o sistema respiratório. Ele é o principal responsável pela bronquiolite em menores de 2 anos, gerando um volume considerável de internações”, destacou o órgão federal.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina Arexvy, da Glaxosmithkline, para indivíduos a partir dos 18 anos. O imunizante, disponível no setor privado, foca na prevenção de doenças do trato respiratório inferior.

Aprovada originalmente em 2023, a Arexvy era restrita a pessoas com 60 anos ou mais antes desta nova liberação.

“O vírus sincicial respiratório é um agente relevante em infecções ao longo da vida, podendo causar complicações graves em adultos com comorbidades e elevar o risco de hospitalização em idosos”, explicou a Anvisa.

“A extensão da faixa etária para maiores de 18 anos foi baseada em estudos que comprovaram uma resposta imunológica eficaz, similar à observada no público acima de 60 anos”, informou a agência.

Transmissão

O contágio ocorre majoritariamente por gotículas no ar ou contato com superfícies sujas, seguido do toque em mucosas como olhos, nariz e boca. As principais vias são:

- tosse, espirros ou fala de indivíduos contaminados;

- proximidade física com doentes;

- contato com mãos ou objetos com o vírus.

Sintomas

Embora pareça um resfriado comum, o quadro pode se agravar em grupos vulneráveis, especialmente crianças pequenas. Os sinais frequentes incluem:

- coriza e congestão nasal;

- tosse e espirros;

- febre e sibilos (chiado) no peito.

Em situações de maior gravidade, os sintomas são:

- dificuldade respiratória ou respiração acelerada;

- inapetência ou recusa alimentar;

- cianose (coloração azulada nas extremidades ou lábios);

- letargia ou irritabilidade excessiva.

“Em lactentes, o VSR pode desencadear a inflamação dos bronquíolos, conhecida como bronquiolite viral aguda”, ressaltou o ministério.

Grupos com maior risco

Estão mais suscetíveis a complicações graves:

- menores de 2 anos, com foco nos bebês com menos de 6 meses;

- prematuros e crianças com problemas cardíacos ou pulmonares crônicos;

- pacientes com condições neurológicas ou síndrome de Down;

- idosos e pessoas imunocomprometidas.

Diagnóstico

A identificação do VSR costuma ser feita clinicamente, através da análise de sintomas. Em casos hospitalares graves, utilizam-se exames laboratoriais de biologia molecular, como o RT-PCR.

Tratamento

Não existe um remédio curativo específico para o vírus. O foco é o alívio dos sintomas e suporte ao paciente, envolvendo:

- hidratação constante;

- controle térmico e limpeza nasal;

- uso de oxigênio em ambiente hospitalar, se necessário.

Prevenção

Medidas de higiene são fundamentais para conter a propagação:

- higienização frequente das mãos com sabão;

- distanciamento de pessoas com sintomas gripais;

- desinfecção de superfícies e ventilação de recintos;

- evitar locais com muita gente, protegendo bebês e idosos.

“Para os recém-nascidos, o aleitamento materno e a manutenção do calendário vacinal são proteções essenciais que devem ser mantidas.”

Vacinação em gestantes

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o VSR para grávidas a partir da 28ª semana. A dose única gera anticorpos que passam para o feto via placenta.

Essa imunização passiva reduz drasticamente as chances de internações e formas severas da doença no primeiro semestre de vida da criança.

Imunização de bebês

O sistema público também disponibiliza anticorpos monoclonais para bebês de alto risco. O palivizumabe é aplicado mensalmente durante os períodos de maior circulação viral.

Este tratamento está sendo gradualmente trocado pelo nirsevimabe, que oferece proteção prolongada com apenas uma aplicação.

“O nirsevimabe será destinado a prematuros e crianças com condições de saúde específicas nascidos a partir de fevereiro de 2026”, informou a pasta.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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