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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

Estado

Violência contra a mulher cresce 29% no RN no primeiro semestre de 2021

Duas mulheres foram mortas nos últimos quatro dias no estado com os companheiros sendo os principais suspeitos do crime.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Violência contra a mulher cresce 29% no RN no primeiro semestre de 2021
Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
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Anailzy Suany Marques da Costa, de 32 anos, foi morta a facadas na noite de segunda-feira (28) dentro do próprio condomínio em que morava, em Parnamirim. O principal suspeito do crime é o ex-marido.

Maria Letícia da Costa, de 15 anos, foi morta a tiros no próprio quarto no município de Assú, no domingo (27), pelo então companheiro, que ainda ligou para a família dela para avisar do crime.

Natália Abade foi agredida no sábado (26) com socos e chutes após uma crise de ciúme do então namorado em uma festa de aniversário em Extremoz. Ela teve, ao todo, 27 marcas de agressões, segundo exame de corpo de delito.

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As três são exemplos recentes da violência contra a mulher, que aumentou 29% no primeiro semestre de 2021 no Rio Grande do Norte em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da coordenadoria de estatística da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed).

Ao todo, até o dia 13 de junho, o primeiro semestre de 2021 já registrava 2.355 casos de violência contra a mulher. No ano passado, neste mesmo período, foram 1.814 casos.

Apenas no mês de junho, mesmo antes do fim, a Secretaria de Segurança Pública já tem registrado 195 casos de violência contra a mulher.

No caso de Anailzy, ela já tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, com quem foi casada por 12 anos e estava separada há 3 meses. Ela se mudou de São Tomé, onde morava, para Parnamirim, onde passou a dividir um apartamento com a irmã e o filho.

O ex-marido de Anailzy se mudou para o prédio há 3 semanas. Sem que a ex-mulher soubesse, ele alugou um apartamento ao lado do bloco dela. Ela não chegou a comunicar o condomínio da medida protetiva para que o ex-marido fosse impedido de entrar.

Já Natália Abade resolveu denunciar as agressões do então namorado para cobrar punição publicamente. Ela fez relatos em redes sociais. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia. E ela passou a temer o pior.

Lei Maria da Penha

O instrumento jurídico mais forte para garantir às mulheres proteção contra violência doméstica é a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha.

Promotora explica a importância das medidas protetivas

A lei estabelece que as mulheres devem denunciar os agressores ao primeiro sinal de violência doméstica e estabelece medidas legais para proteção, como a medida protetiva, que garante uma distância mínima entre o agressor e a vítima. Casos de descumprimento podem gerar prisão de até 3 anos. Em flagrante, o crime é inafiançável.

"A lei Maria da Penha é extremamente efetiva, ela funciona. Aqui em Parnamirim, nós instauramos quase 600 inquéritos policiais por ano, encaminhamos diversas medidas protetivas e encaminhamos mulheres para a casa abrigo", explicou a delegada Luana Faraj, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), que atua na investigação da morte de Anailzy.

A delegada reforça, no entanto, que as mulheres devem manter sempre a situação atualizada e comunicarem qualquer descumprimentos das medidas protetivas, por exemplo.

"Ás vezes as mulheres se retratam, pedem desistência das medidas protetivas e não informam os descumprimentos dessas medidas. Então, essas medidas precisam ser cumpridas de forma integral, tanto pelos agressores, como pelas mulheres também", diz.

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
Marcos Costa

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Marcos Costa

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