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Sábado, 18 de Abril 2026

Estado

Servidores do INSS iniciam greve nacional por falta de acordo salarial

Paralisação afeta análise de benefícios previdenciários, mas serviços essenciais continuam

Joana Oliveira
Por Joana Oliveira
Servidores do INSS iniciam greve nacional por falta de acordo salarial
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Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deram início a uma greve nacional, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP). A paralisação, motivada pela falta de acordo com o governo federal sobre o reajuste salarial, afeta tanto os trabalhadores presenciais quanto aqueles em regime de home office.

A greve pode impactar a análise e concessão de diversos benefícios, incluindo aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No entanto, serviços de perícia médica, análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias continuam funcionando normalmente. Apesar de múltiplas rodadas de negociação, o reajuste salarial desejado pela categoria não foi acordado.

Segundo o SINSSP, foi aprovada a instalação de um comando de greve, com a primeira reunião marcada para esta sexta-feira (12), visando discutir os próximos passos do movimento.

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Impacto e medidas

O INSS conta atualmente com 19 mil servidores ativos, dos quais 15 mil são técnicos responsáveis pela maior parte dos serviços, e 4 mil são analistas. Aproximadamente 50% dos servidores ainda trabalham remotamente.

Em nota, o INSS informou que está estudando medidas de contingenciamento para minimizar os impactos na população. O instituto destacou que mais de 100 serviços podem ser acessados via plataforma Meu INSS, disponível em versão para celular e desktop, além da Central de Atendimento 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

O INSS afirma que, até o momento, a paralisação não afetou significativamente o sistema e o atendimento ao público. A instituição também esclareceu que a greve iniciada nesta quarta-feira não está relacionada com a checagem de benefícios prevista para começar em agosto.

Movimento por tempo indeterminado

No documento enviado à ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, e o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) afirmou que “após análise das propostas apresentadas pelo governo, entenderam que a negociação teve poucos avanços”. A entidade criticou a proposta do governo, mencionando o alongamento da carreira de 17 para 20 níveis e a criação de gratificação de atividade, o que, segundo a Fenasps, está muito aquém das perdas salariais que superam 53% nos últimos anos.

A entidade também apontou que o acordo da greve de 2022 ainda não foi cumprido pelo governo e destacou a preocupação com a Instrução Normativa 24 (IN24), que transforma os atuais programas de Gestão em Programas de Gestão e Desempenho. Isso, segundo a Fenasps, pode aumentar a pressão por metas, possibilitar desconto de salário em caso de metas não atingidas e abrir processos administrativos disciplinares contra servidores.

A Fenasps convocou a categoria para participar das assembleias estaduais que definirão os rumos do movimento grevista.

FONTE/CRÉDITOS: O Poti News
Joana Oliveira

Publicado por:

Joana Oliveira

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