O 3º sargento da Polícia Militar, Marcelo da Silva Siqueira, foi encontrado morto no início da tarde desta terça-feira (7), por volta das 12h, em uma área de mata de difícil acesso no Distrito de Mangabeira, zona rural de Macaíba, na região metropolitana de Natal (RN). A descoberta foi feita por moradores locais, que ouviram gritos vindos da mata e encontraram o militar já sem vida.
Marcelo residia na cidade de Extremoz e atuava na Rádio Patrulha de Ceará-Mirim, vinculada ao 17º Batalhão da Polícia Militar. Após o alerta dos moradores, uma guarnição foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por volta das 13h. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o corpo caído em uma estrada de terra, próximo a uma cerca de arame farpado. A vítima vestia camisa vinho, bermuda jeans azul e tênis azul.
De acordo com os primeiros levantamentos realizados no local, não foram identificadas marcas de violência no corpo do sargento, apenas arranhões compatíveis com deslocamento em mata fechada. O tenente-coronel Peixoto informou que a causa da morte ainda não foi determinada e dependerá dos exames cadavéricos a serem realizados pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
Peritos do Instituto de Criminalística e agentes da Polícia Civil estiveram na área para conduzir os procedimentos iniciais da investigação. O corpo foi removido e encaminhado para a sede do ITEP, localizada no bairro da Ribeira, em Natal, onde passará por necropsia antes de ser liberado para o sepultamento. O caso gerou grande comoção entre colegas de farda e moradores da região.
A publicação feita pelo perfil “Grupo Cidadão 190” destacou a discrepância entre os salários dos policiais e os de parlamentares, gerando ampla discussão nos comentários. Usuários lamentaram a morte do sargento e expressaram indignação com a realidade enfrentada pelos profissionais de segurança pública. Muitos ressaltaram o risco diário a que esses agentes estão expostos, contrastando com os altos salários de deputados estaduais e federais. A perda do sargento Marcelo mobilizou mensagens de pesar, revolta e pedidos por mais valorização da categoria.

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