Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 24 de Abril 2026

Geral

Professora da UFRN é primeira potiguar na Bienal Internacional de Arquitetura de SP

Ela chama atenção para a relevância da exposição em discussões sobre os direitos humanos e instalações da contemporaneidade. 

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Professora da UFRN é primeira potiguar na Bienal Internacional de Arquitetura de SP
Adriano Abreu
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Em meio a quase 300 trabalhos artísticos, Jéssica Bittencourt, professora do Departamento de Artes (DEART), foi selecionada para expor o projeto Pilares Vivos na 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que acontecerá a partir do dia 21 de maio até 10 de julho. Sendo a primeira representante do Rio Grande do Norte no evento, Jéssica produziu a obra com foco nas dimensões e condições internas dos pilares da ponte Newton Navarro, uma das principais instalações de Natal. 

A artista visual, arquiteta e urbanista tem históricos com trabalhos relacionados ao problema da desigualdade socioespacial. Desenvolvendo, atualmente, projetos que dão ênfase aos obstáculos da cidade contemporânea, o Pilares Vivos ganha destaque por mostrar a realidade de pessoas em situação vulnerável, as quais utilizam o local como abrigo. Não apenas servindo para os moradores do bairro em situação de rua, os pilares também guardam, como um depósito de ferramentas, os instrumentos de pesca, cadeiras, mesas e pertences das pessoas que colocam porta e cadeado, gravando seu nome nas paredes.

A descoberta da ocupação resultou da pesquisa sobre o bairro da Redinha e a relação com os moradores, quando em 2011, Jéssica era aluna na disciplina de Planejamento Urbano e Regional. Nos estudos sobre a construção da ponte foi percebido que os pilares possuem uma entrada, revelando que cada um deles é oco. Reunindo quinze fotografias com o objetivo de mostrar o invisível ao público e atuar como uma denúncia, segundo Stephanie Bittencourt, assistente de produção. Ela chama atenção para a relevância da exposição em discussões sobre os direitos humanos e instalações da contemporaneidade. 

Publicidade

O projeto quer externar o impacto social que o local tem, propondo levar o público ao ambiente por meio de recursos sonoros e de luz. Ao simular as condições em que vivem os abrigados nos pilares, a artista busca partilhar fortes sentimentos desconcertantes do abandono, como diz Stephanie. O maior desafio, segundo ela, foi garantir a privacidade dos sujeitos que compartilharam sua história e, apesar de permitirem os registros, distanciá-los da exposição excessiva.

FONTE/CRÉDITOS: www.tribunadonorte.com.br
Comentários:
Marcos Costa

Publicado por:

Marcos Costa

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR