Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 28 de Abril 2026

Geral

Polícia Federal e Receita Federal deflagram operação contra corrupção no Porto do Rio

Rede de criminosos abrange importadores, despachantes aduaneiros e agentes públicos envolvidos na liberação ilegal de mercadorias.

Redação
Por Redação
Polícia Federal e Receita Federal deflagram operação contra corrupção no Porto do Rio
© 26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) lançaram, nesta terça-feira (28), a Operação Mare Liberum, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção que operava na alfândega do Porto do Rio de Janeiro.

De acordo com informações divulgadas pela Receita Federal, o esquema criminoso movimentou impressionantes R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026, resultando no pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas.

A complexa organização criminosa sob investigação é composta por uma intrincada teia de importadores, despachantes aduaneiros e servidores públicos. Esses indivíduos colaboravam para facilitar atos de contrabando e descaminho, burlando as fiscalizações e os tributos devidos.

Publicidade

Como parte das ações, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em localidades no Rio de Janeiro e em Vitória, no Espírito Santo. Além disso, foram determinados o afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários de suas funções, bem como medidas de bloqueio de bens e restrições a atividades profissionais dos envolvidos.

As apurações indicam a existência de um grupo altamente estruturado, dedicado à liberação irregular de cargas. Essa prática envolvia a declaração fraudulenta de produtos importados, com divergências significativas entre o que era efetivamente trazido ao país e o que era registrado, tudo para evitar o recolhimento de impostos.

Esta é considerada a maior operação da história da Corregedoria da Receita Federal. As investigações tiveram início em 2022, impulsionadas por controles internos do órgão e denúncias recebidas. Mais de 100 servidores da Receita e 200 policiais federais estão envolvidos nas diligências realizadas hoje.

Em comunicado, a Receita Federal afirmou que "está estruturando imediatamente ações de apoio ao Porto do Rio de Janeiro para manter a fluidez do comércio, além de revisar as operações irregulares realizadas no período investigado".

Novas etapas da operação estão previstas para identificar e responsabilizar os pagadores das propinas. Os indivíduos sob investigação poderão ser acusados por uma série de crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR