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Quarta-feira, 06 de Maio 2026

Saúde

O calor provoca mais de 2,6 mil emergências no Rio de Janeiro

Levantamento aponta que a UPA Botafogo registrou o maior número de casos, seguida pelas unidades da Fonseca e Realengo, em um período de temperaturas elevadas.

Redação
Por Redação
O calor provoca mais de 2,6 mil emergências no Rio de Janeiro
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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As temperaturas elevadas que persistem no estado do Rio de Janeiro desde meados de dezembro têm sobrecarregado o sistema de saúde de urgência e emergência. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) revelam que as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais contabilizaram 2.624 ocorrências de pacientes com sintomas associados à exposição excessiva ao calor, no período de 14 de dezembro de 2025 a 2 de janeiro de 2026.

Diante do persistente cenário de calor intenso, que se manifesta desde o período pré-natalino, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde emitiu um aviso aos 92 municípios fluminenses. O dia 26 de dezembro registrou o maior volume diário de atendimentos, com 193 indivíduos buscando as UPAs devido a queixas relacionadas às altas temperaturas. Outros momentos de pico foram observados em 21 de dezembro (192 atendimentos), 16 de dezembro (188), 30 de dezembro (180) e 31 de dezembro (134).

Desidratação e insolação

Conforme a Secretaria de Saúde, as UPAs do estado disponibilizam pontos de hidratação ao público durante todo o ano, uma medida crucial para prevenir e mitigar casos de desidratação e insolação.

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“Orientamos que os pacientes levem o soro de hidratação oral para casa depois do atendimento inicial nas UPAs, que servem como porta de entrada para emergências. Há evidências do aumento de problemas cardiovasculares durante esses períodos, o que exige atenção redobrada com idosos e crianças”, afirmou Claudia Mello, secretária estadual de Saúde.

Risco

A secretaria instruiu as equipes de saúde a intensificarem a triagem e a classificação de risco, prestando atenção a sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, confusão mental, taquicardia e sinais de desidratação.

Ao identificar tais sinais, a orientação é iniciar prontamente a hidratação oral, com foco nos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e profissionais que permanecem expostos ao sol por longas jornadas, incluindo ambulantes, pedreiros, motoristas de ônibus e porteiros.

A pesquisa também revelou quais unidades apresentaram maior procura durante o período analisado. A UPA Botafogo encabeça a lista, com 152 atendimentos, seguida pelas UPAs Fonseca e Realengo, ambas com 147 casos. Posteriormente, figuram as UPAs Ricardo de Albuquerque (143), Irajá (140) e Campo Grande (136).

A relação das dez unidades com maior demanda é complementada pelas UPAs Copacabana (121), Marechal Hermes e Tijuca (120 cada), e Campos dos Goytacazes (118). Em conjunto, essas dez unidades concentraram 1.344 atendimentos, representando mais da metade do total contabilizado em todo o estado.

Náuseas

Dentre as queixas mais comuns reportadas pelos pacientes, destacam-se náuseas (com 1.608 registros), dor de cabeça (1.555) e elevação da temperatura corporal (1.441 ocorrências).

Essas informações são parte integrante do Monitora RJ, uma plataforma que congrega painéis de vigilância em saúde e dispõe de um sistema dedicado ao monitoramento de ondas de calor.

O painel categoriza a situação em quatro níveis – sem excesso de calor, excesso leve, severo ou extremo – e, recentemente, apontou um nível severo para a capital fluminense e outras localidades do estado.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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