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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Estado

Audiência pública debate suspeita de negligência médica na Maternidade Divino Amor

Mães relatam perdas e cobram investigação sobre mortes de bebês em Parnamirim

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Audiência pública debate suspeita de negligência médica na Maternidade Divino Amor
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Uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (31) na Câmara de Vereadores de Parnamirim discutiu a suspeita de negligência médica e a taxa de mortalidade de bebês na Maternidade Divino Amor, gerenciada pelo Município.

Durante o debate, mães que perderam seus bebês compartilharam depoimentos emocionados, cobrando mais cuidado no atendimento e uma investigação rigorosa sobre os casos. Dados apresentados mostram que, em 2024, a maternidade registrou 23 óbitos fetais, dois a mais que no ano anterior. Segundo a direção da unidade, a taxa de mortalidade está dentro da média nacional.

A diretora-geral da maternidade, Walquiria Oliveira, afirmou que um Comitê de Ética, empossado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), está investigando os casos. "O Comitê de Ética fez as apurações e encaminhou para o CRM", explicou, ressaltando que não há prazo definido para a conclusão da investigação.

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Protestos e participação da sociedade

Do lado de fora da Câmara, familiares de bebês que morreram protestaram contra o que classificam como violência obstétrica e atendimento precário. Cartazes pedindo justiça foram erguidos por amigos e parentes das mães.

A audiência contou com a participação de representantes da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, da direção da maternidade e do secretário de Saúde de Parnamirim, Rogério Gurgel. O evento foi convocado pelos vereadores Thiago Fernandes (PP), Gabriel César (PL) e Jonas Godeiro (Avante).

O vereador Thiago Fernandes destacou a importância do debate: "Vamos buscar os caminhos para identificar possíveis erros e, junto ao Executivo e aos órgãos competentes, suprir essas deficiências".

Depoimentos emocionantes

A audiência foi marcada por falas emocionantes de mães que enfrentaram a perda de seus bebês. Gisele Oliveira, que passou por essa experiência em 2016, criticou a falta de transparência no atendimento.

"Nós somos leigas. Por que o obstetra não explica a situação? Falta empatia, falta amor. E sabe o que falta? Amor divino. Divino amor. Isso está faltando. Bebês que não tiveram nem a oportunidade de se proteger", disse Gisele.

Karolaine Santos, operadora de caixa, perdeu o bebê neste ano e lamentou: "Onde era para nascermos e sairmos com nossos filhos no braço, que é um momento único para uma mulher, infelizmente, não foi possível para nós".

A Câmara de Vereadores se comprometeu a acompanhar as investigações e cobrar providências das autoridades responsáveis.

FONTE/CRÉDITOS: G1 RN
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Neilla Souza

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