Entre os políticos do Rio Grande do Norte que repercutiram o indulto do presidente Jair Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira, três defenderam a decisão do Palácio do Planalto e dois criticaram o perdão publicado em decreto presidencial.
Na quinta-feira, 21, Bolsonaro publicou o perdão em decreto em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no feriado de Tiradentes. Na quarta-feira, 20, o deputado Daniel Silveira foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão. O placar foi de dez votos a um pela punição. Os ministros ainda mandaram a Câmara dos Deputados cassar o mandato de Silveira.
O ex-ministro do Desenvolvimento Regional e pré-candidato ao Senado Rogério Marinho defendeu o perdão ao deputado. “O indulto é prerrogativa constitucional do Presidente da República, agora dentro da normalidade democrática cabe a Câmara Federal se debruçar sob o assunto, como sempre deveria ter sido. Vamos em frente”, destacou. E acrescentou: “Enquanto Jair Bolsonaro concede indulto para preservar liberdade de expressão o Lula indultou terrorista assassino, ambos amparados pela prerrogativa do cargo com motivações diferentes”.
A deputada federal Carla Dickson (União Brasil) apoiou o decreto presidencial. "Parabéns, meu presidente Jair Bolsonaro, pelo perdão concedido ao colega deputado federal Daniel Silveira, condenado pelo STF”, disse.
"Junto-me à sociedade com profunda indignação por essa condenação tão injusta", afirmou C. Dickson, que finalizou: "O Congresso é um poder independente e não pode ser violado!"
O deputado federal General Girão (PL) também apoiou a decisão do presidente da República: "Não duvidem do nosso presidente ".
O General Girão afirmou "querer compartilhar alegria e satisfação em ser patriota junto com vocês. Orgulho do nosso presidente por fazer justiça dentro das quatro linhas da Constituição."
Entre os que criticaram o perdão ao deputado Daniel Silveira, está o senador Jean Paul. "Esconder os mal feitos da parentalha e dos aliados já estávamos acostumados, infelizmente, e para isso ele emporcalhou as instituições que deram guarida a seus desejos", disse
Jean Paul ainda afirmou: "Como já alertava Tancredo Neves, o desfiguramento das instituições termina por desfigurar o caráter do cidadão."
Jean Paul acrescentou: "Mas tenho a certeza de que o povo brasileiro ainda não foi atingido por esse processo e deve repudiar com veemência mais essa atitude de um homem incapaz de honrar a cadeira de presidente da República."
Já a deputada federal Natália Bonavides (PT) declarou que "o chefão da quadrilha que faz de tudo para salvar os filhotes delinquentes, agora avança no golpismo e anula a prisão de um dos seus capangas que atentou contra a democracia".
Natália Bonavides continuou: "É isso, ou derrotamos o bolsonarismo agora, ou não restará mais nada desse país."
Segundo a deputada, "primeiro ele (Bolsonaro) impediu que sua família fosse punida pelos crimes cometidos. Depois ele anulou a pena de um bandido que ameaçou a democracia - uma forma burocrática de fechar o STF sem ajuda de cabos e soldados. Vamos esperar ele fechar o TSE e acabar com as eleições?"

Comentários: