Entre setembro e dezembro, o Rio Grande do Norte costuma registrar aumento significativo de queimadas e incêndios, acompanhados de baixa umidade relativa do ar e precipitação reduzida. Esses fatores elevam a concentração de poluentes no ar, agravando riscos à saúde humana. A poluição atmosférica é responsável por milhões de mortes evitáveis anualmente e contribui para adoecimento agudo e crônico da população.
Neste ano, até 14 de setembro, o estado contabilizou 188 focos de queimadas, distribuídos em 73 dos 167 municípios. As cidades mais afetadas foram Baraúna e Mossoró, com 11 focos cada, seguidas por Touros (10) e Baía Formosa, Jardim de Piranhas, São José de Mipibu e Serra do Mel, com 6 focos cada.
Para reduzir a exposição da população a esses riscos, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam), realiza monitoramento contínuo das áreas sob influência de queimadas e elabora boletins mensais com dados sobre saúde ambiental. Essas informações apoiam a atuação dos Núcleos Regionais de Vigilância em Saúde (NUREVS) e dos municípios, permitindo ações mais eficazes de prevenção e resposta.
A Sesap orienta a população a adotar cuidados básicos com a saúde durante esse período crítico: manter boa hidratação para proteger as vias respiratórias; utilizar máscaras cirúrgicas ou improvisadas para reduzir a inalação de partículas grossas; e, em situações de exposição intensa à fumaça, usar máscaras N95, PFF2 ou P100. Recomenda-se ainda evitar atividades ao ar livre quando a qualidade do ar estiver prejudicada, e que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes fiquem atentos a sintomas respiratórios. Telefones de emergência, como SAMU/RN (192) e Corpo de Bombeiros (193), devem estar sempre acessíveis.
Além da saúde, a Sesap alerta para cuidados ambientais essenciais: não queimar lixo, não acender fogueiras ou soltar balões, não fumar ou usar fogão a lenha em excesso, e evitar jogar resíduos, como vidros e plásticos, em margens de rodovias e áreas de vegetação, pois podem causar incêndios. O objetivo é prevenir a emissão de poluentes e reduzir o risco de novos focos de queimadas, preservando a segurança da população e do meio ambiente.
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