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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Estado

Idosa celebra 'abraços reais' após isolamento rígido longe de filhos e netos no RN

Lindalva Nunes, de 69 anos, comemorou aniversário em 2020 abraçando família através de cortina de plástico.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Idosa celebra 'abraços reais' após isolamento rígido longe de filhos e netos no RN
G1/RN
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Em 6 de junho de 2020, a idosa Lindalva Mariano Nunes recebia os filhos e netos de uma forma diferente. A família preparou uma cortina de plástico e instalou no portão da casa dela, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, para abraçá-la no dia do aniversário. A ideia era evitar o contágio da Covid, já que a idosa estava isolada desde o início da pandemia.

Na sexta-feira (11) se completou dois anos do início da pandemia declarada pela OMS e o cenário visto é outro. Com o avanço da vacinação e a queda nos índices de transmissão no estado, a família conseguiu voltar a se reunir e dar "abraços reais".

"Graças a Deus que a pandemia está diminuindo bastante, então eu estou feliz porque estão todos de volta à minha casa. Antes era muito ruim, era solidão, sem os filhos, os netos. Às vezes eles vinham na calçada e do portão mesmo eu conversava com eles. Eu me senti muito feliz em abraçá-los normalmente", contou Lindalva, de 69 anos, ao g1.

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Segundo a idosa, aquele aniversário, no entanto, não deixou de ser especial, já que ela não encontrava a família há algum tempo. Ela tem sete filhos e 19 netos.

"Eu também fiquei feliz por ter abraçado mesmo sendo pela cortina. Mas agora eu estou mais feliz", disse.

A família ainda demorou a retomar parte da normalidade dos encontros. Em 2020, conta a filha Matilde Mariano Nunes, "continuamos a mesma rotina de não entrar na casa dela, ficando somente no portão".

A primeira reunião familiar foi em 2020, mas todos de máscaras. "No início do ano passado começamos a flexibilizar um pouco com visitas de máscaras e acesso dentro de casa sem calçado. Quando uma nova variante surgia ficávamos apreensivos. Pois nosso ideal é sempre proteger nossa mãe", conta Matilde.

O abraço só voltou a ser normalizado no fim do ano passado. "Somente começamos a nos abraçar mesmo já nas festas de fim ano, Natal e Réveillon. Hoje em dia estamos todos misturados e nos abraçando. Família é união, abraço, amor".

Matilde diz que lembra que a mãe "só fazia chorar" quando esse reencontro afetivo aconteceu. "Encontrar e abraçar pessoalmente é maravilhoso. Nosso coração palpitava".

 

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
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