Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Mossoró

Governo e oposição formam blocos para confronto em plenário na Câmara de Mossoró

A principal arma é o discurso, mas, para ter voz, precisa ter bom tempo na Tribuna.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Governo e oposição formam blocos para confronto em plenário na Câmara de Mossoró
Edilberto Barros / CMM
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O confronto de governistas e oposicionistas deve esquentar o plenário da Câmara Municipal de Mossoró neste ano. A previsão é que os ânimos estarão muito mais exaltados em relação a 2021, quando alguns vereadores protagonizaram cenas de baixo nível e desafiaram o decoro parlamentar, protegidos pela falta de uma comissão de ética.

Como 2022 é um ano eleitoral e, inevitavelmente, a discussão ocupará o plenário da Casa, os vereadores vão tentar criar melhores condições para travar o debate. A principal arma é o discurso, mas, para ter voz, precisa ter bom tempo na Tribuna. Conforme o regimento interno da Casa, líder de cada bloco tem direito a cinco minutos de fala na Tribuna, podendo ocupar mais de uma vez durante a sessão. Por isso, o surgimento de novos blocos no plenário da Câmara, como estratégia de ocupar mais espaço.

Nesta quarta-feira, 5, foi anunciado um novo bloco com perfil de oposição, formado pelo vereador Pablo Aires (PSB) e pela vereadora Marleide Cunha (PT), com Pablo na liderança. Esse bloco se junta aos outros quatro já existentes, formados pelo Progressistas e Republicanos, tendo como líder o vereador Zé Peixeiro; PSD/Solidariedade, liderado por Raério Cabeça; bloco governista, que tem como líder Genilson Alves (Pros); e o bloco da oposição, liderado por Francisco Carlos (Progressistas).

Publicidade

Dos cinco blocos, três são formados por vereadores de oposição ao governo municipal, o que significa que a oposição tem pelo menos 15 minutos na Tribuna da Câmara contra 10 minutos dos governistas, que controlam os outros dois blocos. Diante disso, é provável que a bancada governista crie um novo bloco para equilibrar o confronto dos discursos.

Blocos na Câmara de Mossoró

PSB/PT – Líder Pablo Aires (PSB)

Progressistas/Republicanos – Líder Zé Peixeiro (Progressistas)

PSD/Solidariedade – Líder Raério Cabeça (PSD)

Bancada governista – Líder Genilson Alves (Pros)

Bancada oposicionista – Líder Francisco Carlos (Progressistas)

Líderes partem para o confronto em plenário

O líder do governo na Câmara Municipal de Mossoró, Genilson Alves (Pros), disse que a oposição tem culpa de a gestão municipal iniciar 2022 sem orçamento. Segundo ele, a ação judicial de vereadores de oposição, a qual provocou a devolução do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) no final de 2021, está atrasando ações do governo no início deste ano.

Genilson afirmou que o atraso na aprovação do orçamento impede assinatura das ordens de serviço da construção de praças no bairro Bom Jesus e na localidade rural Passagem de Pedras; restauração do Teatro Municipal Dix-huit Rosado; asfaltamento das avenidas Dom Hélder (Belo Horizonte) e Mota Neto (Aeroporto); reforma das UBSs Maria Soares (Inocoop) e Heleno Gurgel (Pereiros), além da retomada de pavimentações. “Sem orçamento, a Prefeitura não tem como empenhar recursos”, afirmou o governista.

O líder da oposição, Francisco Carlos (PP) rebateu de imediato, e afirmou que a culpa é do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), “que enviou à Câmara um projeto de orçamento que afrontou à Constituição, como já tinha feito com os projetos da LDO e do PPA.”

Francisco Carlos foi além: “As obras listadas são esperadas há meses, porque têm recursos assegurados pelo Finisa e emenda do deputado Beto Rosado”, ou seja, deveriam ter sido iniciadas em 2021. “Ademais, o Superior Tribunal de Justiça já disse não haver prejuízo a Mossoró com a decisão de devolver o orçamento para o Executivo corrigir os erros.”

Após esse e outros debates, o plenário da Câmara aprovou a redação final de ajuste aprovado na terça-feira, 4, à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022. A adequação fixa 1,2% da receita corrente líquida do Município para emendas impositivas, conforme objeto de questionamento judicial.

A Câmara voltará a se reunir em sessão, terça-feira, 11, às 9h, para dar sequência à análise orçamentária de 2022 e outras matérias legislativas.

FONTE/CRÉDITOS: defato.com
Comentários:
Marcos Costa

Publicado por:

Marcos Costa

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR