O sistema de videomonitoramento da área onde estavam custodiados os cinco presos que fugiram da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, não estava funcionando no momento da ocorrência. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, coronel Araújo.
Segundo o secretário, houve uma “intercorrência técnica” que comprometeu o funcionamento das câmeras exatamente no ponto onde os detentos estavam custodiados. Ele não detalhou a causa da falha, mas afirmou que ajustes já estão sendo realizados para corrigir o problema.
A fuga aconteceu na madrugada do último sábado (2), entre 0h e 1h. Os presos conseguiram escapar após danificarem a estrutura da cela e acessarem áreas internas da unidade. Em seguida, utilizaram uma corda improvisada com lençóis, conhecida como “teresa”, para escalar o muro principal do presídio.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, a ausência dos detentos só foi percebida durante a contagem realizada pela manhã. A unidade não registrava fugas há cerca de cinco anos, segundo a pasta.
As forças de segurança realizaram buscas com apoio aéreo logo após a confirmação da fuga, mas os cinco detentos seguem foragidos. A ocorrência também está sendo investigada para apurar possíveis falhas estruturais e operacionais no sistema prisional.
O caso levanta novos questionamentos sobre a segurança e o funcionamento dos equipamentos de vigilância em unidades prisionais do estado, especialmente em áreas consideradas de maior risco.

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