O Rio Grande do Norte apresentou piora significativa no cenário de estiagem durante o mês de novembro, com a seca avançando sobre quase todo o território estadual. O quadro reforça a preocupação com a disponibilidade hídrica e os impactos diretos na população, especialmente em áreas mais vulneráveis.
A condição predominante registrada foi a seca grave, presente em uma parcela expressiva dos municípios. Além dela, níveis de seca moderada e fraca também foram identificados em diversas cidades, demonstrando que o problema não se limita a uma única região, mas se espalha de forma abrangente pelo estado.
A seca extrema também apresentou avanço, concentrando-se principalmente nas áreas do Centro-Sul potiguar. Regiões como o Seridó foram diretamente afetadas, agravando dificuldades históricas relacionadas ao abastecimento de água, à produção agrícola e à criação de animais.
No Norte do estado, houve expansão da seca grave, enquanto o Leste potiguar registrou aumento da seca moderada. Esse avanço regionalizado indica um cenário climático desfavorável, com chuvas irregulares e insuficientes para reverter os efeitos da estiagem acumulada.
Apenas uma pequena parcela dos municípios foi classificada como sem seca relativa, o que evidencia a dimensão do problema em escala estadual. Mesmo nessas localidades, o monitoramento permanece necessário diante da instabilidade climática.
Diante desse contexto, o cenário exige atenção contínua do poder público e da sociedade, tanto para ações emergenciais quanto para o fortalecimento de políticas de convivência com o semiárido, buscando reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela estiagem prolongada.

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