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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

Tecnologia

Pedidos de pizza se concentram entre 20h e 22h no delivery

Levantamento aponta que 50% dos pedidos de pizza por delivery no Brasil acontecem em janela de duas horas, enquanto o Pix supera pela primeira vez o cartão de crédito como principal forma de pagamento

Redação
Por Redação
Pedidos de pizza se concentram entre 20h e 22h no delivery
Pizzaiolo prepara pizza margherita artesanal com forno a lenha ao fundo
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Um levantamento interno realizado com base em dados operacionais agregados de pizzarias em atividade durante o ano de 2025 revelou que metade dos pedidos de pizza por delivery no Brasil se concentra em uma janela de apenas duas horas, entre 20h e 22h. O dado, obtido a partir da análise de registros anonimizados da plataforma Sistema Pizzaria, aponta ainda que o pico absoluto ocorre entre 20h e 21h, faixa horária que responde sozinha por 27% dos pedidos.

A distribuição completa por horário mostra que 8% dos pedidos saem entre 18h e 19h, 19% entre 19h e 20h, 27% entre 20h e 21h, 23% entre 21h e 22h e 12% entre 22h e 23h. O restante, cerca de 11%, distribui-se ao longo dos demais horários do dia.

O comportamento por dia da semana reforça a concentração. Sábado lidera com 24% do volume semanal, seguido por sexta-feira com 19% e domingo com 18%. Segunda-feira aparece como dia mais fraco, com apenas 9% dos pedidos. Na prática, a janela entre sexta-feira à noite e domingo à noite concentra próximo de 60% do faturamento semanal do canal de delivery.

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“A janela entre 20h e 22h concentra metade do volume diário de delivery nas pizzarias”, afirma Diego Trindade, responsável pela Sistema Pizzaria. Segundo ele, o mapeamento operacional permite que estabelecimentos dimensionem equipe, preparo e logística com base em padrões mensuráveis, substituindo decisões antes tomadas por intuição.

O levantamento também mapeou a evolução dos meios de pagamento utilizados nos pedidos. Em 2025, o Pix passou oficialmente a ser a principal forma de pagamento em delivery de pizza, com 44% dos pedidos, contra 31% registrados no ano anterior. A alta de 13 pontos percentuais deslocou o cartão de crédito, que recuou de 38% para 32%. Cartão de débito caiu de 18% para 14%, e dinheiro, de 13% para 10%.

A migração para Pix reflete duas forças simultâneas: a redução de custo operacional para a pizzaria, uma vez que as taxas de Pix são substancialmente menores que as cobradas em transações com cartão, e a preferência do consumidor por agilidade na finalização do pedido.

O mapeamento operacional dialoga com números mais amplos do setor. De acordo com a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), o Brasil encerrou 2025 com 40.332 pizzarias ativas, crescimento de 10,29% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram abertas 4.109 novas unidades, alta de 6,26% nas inaugurações na comparação anual. A região Sudeste concentra 50% dos estabelecimentos ativos, enquanto Norte e Nordeste destacam-se pela aceleração percentual, com Roraima liderando o ranking de expansão (31,08%).

Paralelamente, o Instituto Foodservice Brasil (IFB) aponta que o canal de delivery avançou 11% no segundo trimestre de 2025 e que 74% das transações já ocorrem por meios digitais, como aplicativos e sites próprios dos estabelecimentos. Projeções da Statista indicam que o mercado brasileiro de entrega online alcançou US$ 21,18 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 27,81 bilhões até 2029, com taxa anual de crescimento de 7,05%.

Nesse cenário, estabelecimentos têm sido pressionados a adotar soluções tecnológicas específicas. Um sistema para pizzaria moderno precisa contemplar particularidades operacionais como sabores fracionados, bordas recheadas, variação de tamanhos, promoções do tipo “meia a meia” e integração direta com aplicativos de entrega. O comportamento do consumidor brasileiro reforça a necessidade de automação nos processos de recebimento, envio à cozinha e despacho, especialmente em horários de pico.

Dados da consultoria Grand View Research estimam que o mercado global de software de gestão para restaurantes deve crescer de US$ 5,79 bilhões em 2024 para US$ 14,70 bilhões em 2030, com taxa anual composta de 17,4%. O movimento reflete a migração acelerada de estabelecimentos para plataformas com módulos integrados de estoque, emissão fiscal, cardápio digital e relatórios gerenciais.

A profissionalização da gestão também explica o recuo nos índices de fechamento de pizzarias nos últimos exercícios. Em 2025, o setor registrou o menor nível de encerramentos dos últimos dez anos, com queda de 43,8% em relação ao ano anterior, conforme dados da Apubra. A entidade atribui o resultado à maior maturidade do mercado, à padronização de processos e ao fortalecimento do consumo em cidades médias e pequenas.

Os dados operacionais apresentados neste levantamento foram extraídos de forma agregada e anonimizada da base de pizzarias usuárias da plataforma Sistema Pizzaria, referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025. A amostra considera apenas pedidos classificados como delivery.



Website: https://sistemapizzaria.com.br/
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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