A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte divulgou análise técnica sobre os impactos das recentes mudanças na política tarifária dos Estados Unidos nas exportações brasileiras, com foco na pauta exportadora potiguar. O novo cenário foi estabelecido após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou tarifas amplas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Com a decisão judicial, foram revogadas as tarifas recíprocas de 10% e as sobretaxas adicionais de até 40% aplicadas em 2025 a diversos produtos brasileiros, no contexto do chamado “tarifaço”. Em resposta, o presidente Donald Trump anunciou a criação de uma tarifa global temporária de 15%, com base na Seção 122 da Lei Comercial de 1974, válida inicialmente por até 150 dias.
De acordo com levantamento da organização Global Trade Alert, o Brasil está entre os países que registraram maior redução na tarifa média após a reconfiguração das medidas, com queda estimada de 13,6 pontos percentuais em relação ao período mais restritivo.
Para o Rio Grande do Norte, a nova configuração tende a gerar efeitos positivos, especialmente para setores estratégicos como o salineiro e o de pescado. A retirada das sobretaxas adicionais reduz distorções de preço e melhora as condições de competitividade no mercado norte-americano, mesmo com a incidência do adicional temporário de 15%.
A SEDEC ressalta, no entanto, que a volatilidade da política comercial dos Estados Unidos e o caráter temporário da nova tarifa exigem monitoramento técnico permanente. O órgão reforça que a inteligência comercial e o acompanhamento do ambiente regulatório internacional são fundamentais para mitigar riscos e orientar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da inserção internacional do estado.

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