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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Mossoró

Mossoró tem apenas 26 casos de dengue confirmados em 2022, diz CCZ

O Centro de Zoonoses explica que esses estudos, que consistem na utilização de um método simplificado para obtenção rápida de indicadores.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Mossoró tem apenas 26 casos de dengue confirmados em 2022, diz CCZ
DeFato.com
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Na segunda-feira, 25, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que o estado do Rio Grande do Norte registrou um aumento de 192% no número de casos de arboviroses como a dengue, a zika e a chikungunya. Após essa informação, nesta terça-feira, 26, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), de Mossoró, informou que dará início ao levantamento dos casos de arboviroses no município.

O segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que contabiliza os casos de arboviroses em Mossoró será iniciado na próxima segunda-feira, 2 de maio. O Centro de Zoonoses explica que esses estudos, que consistem na utilização de um método simplificado para obtenção rápida de indicadores, são realizados, no município, a cada três meses, e que os primeiros números de 2022 foram divulgados no mês de fevereiro.

João Paulo Silva, coordenador do CCZ de Mossoró, explica que, para realizar esse levantamento, é feita uma análise estatística onde são escolhidos os bairros e os quarteirões que vão ser analisados. O coordenador disse ainda que Mossoró tem registrado poucos casos de arboviroses, comparado a outras cidades do estado.

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De acordo com os dados do Centro de Controle de Zoonoses, até o momento, Mossoró registrou somente 26 casos confirmados de dengue das 545 notificações no período. Houve ainda 88 notificações para a chikungunya e 17 casos confirmados. Em relação ao zika vírus, tiveram duas notificações e nenhum caso confirmado, desde o início do ano.

João Paulo Silva atribui o baixo número de casos ao trabalho que é executado pelos profissionais que atuam no combate às endemias. “A gente destaca que o baixo número de casos confirmados até o momento de dengue e chikungunya em Mossoró se deve principalmente pelo nosso trabalho do dia a dia e aos cuidados da população. Vale salientar que os nossos agentes de endemias estão em campo cobrindo as áreas descobertas. Fazemos também o reforço que a população continue os cuidados e redobre a atenção”, explicou.

Outro ponto destacado por João Paulo pelo baixo número de casos no município é devido à utilização do novo larvicida no combate ao mosquito. “É um larvicida com uso residual mais prolongado que o larvicida anterior. Ele mata de 80% a 90% das larvas em 24 horas e continua sua ação no reservatório até 60 dias, que é justamente o período que o agente demora a passar novamente naquela residência”, disse.

De acordo com os últimos dados da Sesap, divulgados no dia 3 de março, até aquela data, Mossoró tinha registrado 98 casos prováveis, dos quais 10 foram confirmados, totalizando uma incidência de 32% a cada 100 mil habitantes. A Sesap apontou ainda que, até o início de março, Mossoró tinha o registro de 12 casos prováveis de chikungunya e 7 confirmações. Em relação à zika, nenhum registro e nenhuma confirmação até a data do levantamento.

Os dados recentes da Sesap, apurados em 7 de abril, indicam aumentos em alto grau dos casos prováveis das três doenças em comparação a 2021. Até a segunda semana de abril, foram registrados 435 casos prováveis de dengue, enquanto em 2022 chegou a 3.995 no mesmo período - aumento de 818%. Os casos prováveis de chikungunya passaram de 570 para 1.494 - aumento de 162%. Já os casos prováveis de zika passaram de 39 ano passado para 321 em 2022. - aumento de 723%.

Trabalho dos agentes de endemias é fundamental no combate ao mosquito

Como não há disponíveis vacinas para proteger contra as arboviroses, a prevenção consiste no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações de prevenção devem ocorrer durante todo o ano. No entanto, é quando ocorrem as chuvas que os cuidados precisam ser redobrados, já que os mosquitos tendem a proliferar em reservatórios com águas paradas.

Para desenvolver esse trabalho de combate ao mosquito, a Secretaria Municipal de Saúde informou que vem intensificando, desde dezembro de 2021, as ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti, por meio do Centro de Controle de Zoonoses. Desde o início do período chuvoso as visitas domiciliares foram intensificadas pelos agentes de endemias. Durante as visitas nos domicílios, os reservatórios de água das residências são vistoriados e a população recebe orientações sobre como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Outra ação que vem sendo desenvolvida pelo CCZ é a aplicação de larvicida em locais considerados propício para a proliferação do Aedes aegypti como borracharias, oficinas, lojas de plantas, floriculturas etc. Essa ação, inclusive, chega a ser apontada pelo coordenador do Centro de Zoonoses como fundamental no combate e nos baixos índices de proliferação, na comparação com outras cidades do estado.

FONTE/CRÉDITOS: defato.com/home
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