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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Estado

Maternidade Escola Januário Cicco enfrenta superlotação e 25 pacientes aguardam em corredores

Atualmente, unidade conta com oito leitos de UTI Neonatal desativados, segundo gerência de Atenção a pacientes.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Maternidade Escola Januário Cicco enfrenta superlotação e 25 pacientes aguardam em corredores
Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi
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A Maternidade Escola Januário Cicco, localizada na Zona Leste de Natal, está funcionando com capacidade máxima em todas as alas - enfermaria e leitos críticos. Segundo a gerência de Atenção a pacientes da unidade, atualmente o hospital conta com oito leitos de UTI Neonatal desativados.

Na manhã desta sexta-feira (17), 25 pacientes estavam no corredor da unidade e outras 14 esperavam por cesáreas de média e alta complexidade.

Kaliane Vanessa é acompanhante da cunhada, que chegou de Caicó na noite desta quinta-feira (16) para ter bebê na maternidade. A paciente teve que esperar no corredor da unidade até dar à luz o filho, na manhã desta sexta.

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A acompanhante ainda conta que quase não consegue entrar na maternidade. "Me falaram que estava muito lotado e que eu não ia poder entrar. Mas aí, como ela estava nervosa, me liberaram", conta Kaliane.

Outro acompanhante, que preferiu não se identificar, relata que a filha também precisou aguardar o parto no corredor da unidade de saúde, porém, sozinha. "A recepcionista falou que os acompanhantes teriam que ficar do lado de fora, na recepção da urgência".

Ele explicou que conseguiu entrar na maternidade apenas para assistir ao parto. "Minha filha ficou no corredor e, quando entrei no leito onde estavam as demais gestantes, vi mais de 20 mulheres aglomeradas e os profissionais tentando correr contra o tempo para conseguir suporte para soro, berço para os bebês, entre outras coisas que não tinha", conta.

A gerente de Atenção Maria Daguia Medeiros explicou que o momento é crítico e piorou com a reforma em um dos centro de UTI da unidade. "Essa reforma vai durar 45 dias. O que podemos dizer é que estamos dando a assistência às pacientes, mas a acomodação, nesse momento, está sendo bastante difícil. Infelizmente, estamos com a maternidade hiperlotada", diz.

Em agosto de 2020, a Maternidade Escola fechou as portas da emergência por causa da superlotação. Em março deste ano, a direção da unidade reconheceu a situação de "colapso". De acordo com Maria Daguia, a solução para amenizar essa superlotação constante é a criação de novos leitos. "O que podemos fazer para melhorar essa situação é criar mais leitos de alto risco. Com isso, a situação certamente vai melhorar", fala.

A Maternidade Escola Januário Cicco, que é ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é uma das mais tradicionais unidades obstétricas do estado, além de uma das únicas públicas em Natal.

FONTE/CRÉDITOS: g1.globo.com/rn
Marcos Costa

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Marcos Costa

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