Na manhã desta terça-feira (9), o júri popular do caso do delegado Ademir Melo, morto com três tiros no dia 18 de julho de 2016, na Alameda das Árvores, Zona Sul da capital, foi retomado no Fórum Gumercindo Bessa, em Aracaju. Pelo menos seis testemunhas foram ouvidas no primeiro dia.
O advogado de defesa do réu, Josefhe Barreto, informou que os depoimentos das testemunhas foram muito importantes para o processo. Disse ainda que a irmã do delegado foi ouvida e que uma das testemunhas afirmou que o réu não estava na moto, que foi utilizada no dia do crime.
O acusado está preso desde o mês seguinte ao assassinato e chegou a confessar o crime, mas, segundo informou o advogado de defesa, nessa segunda, ele é inocente. "Quem sabe a verdade sobre os fatos é o réu. Ele está disposto a falar e contar toda a verdade do que aconteceu", disse o advogado.
Para a acusação, não há dúvidas sobre a autoria. "Ele já mudou a versão dele várias vezes. Ele tá condenado a mais de 40 anos em vários processos. Foi um crime de mando. Quanto a isso não temos dúvidas", disse o advogado Francisco Carlos.
Entenda o caso
O delegado passeava com o cachorro no momento em que foi abordado por um homem em uma motocicleta. Apesar da suspeita inicial de roubo, nenhum pertence da vítima foi levado. Uma viatura do Centro de Operações Policiais Especiais que passava no local socorreu o delegado, mas ele não resistiu aos ferimentos.