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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

Estado

Hospitais da rede estadual do RN enfrentam falta de insumos e críticas do Sindsaúde

Unidades de saúde registram escassez de materiais essenciais, enquanto sindicato ameaça greve.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Hospitais da rede estadual do RN enfrentam falta de insumos e críticas do Sindsaúde
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O Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades nos hospitais da rede estadual devido à falta de insumos básicos, situação apontada pela 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal como um “cenário de colapso progressivo” na saúde. De acordo com o Sindsaúde, faltam itens como cateteres, sabão, álcool, antibióticos, heparina, gazes, lençóis e outros materiais essenciais para o atendimento. O Hospital Walfredo Gurgel, referência em trauma-ortopedia, é o mais afetado, com tomografias suspensas no início do mês por falta de bombas injetoras.

Além do Walfredo, outras unidades, como o Maria Alice Fernandes, também enfrentam dificuldades. Enquanto algumas funcionárias relatam melhora pontual na chegada de insumos, a situação ainda é instável e gera preocupação tanto para profissionais quanto para pacientes. Médicos chegaram a comprar materiais do próprio bolso para garantir atendimentos, especialmente no setor de queimados, onde faltam itens como crepom para curativos.

Pacientes e familiares relatam a preocupação diária diante da incerteza sobre a disponibilidade de medicamentos e equipamentos. Danielle Kaline, que acompanhava o pai no Pronto Socorro Clóvis Sarinho, no Walfredo, afirmou estar apreensiva sobre a possibilidade de a falta de insumos afetar o atendimento. Já Priscila Caetano, que acompanha a mãe hospitalizada há quatro meses, relatou a ausência de remédios essenciais e produtos de alto custo, como pomadas para assaduras.

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Elizabeth Teixeira, diretora do Sindsaúde, anunciou que o sindicato realizará assembleia no dia 1º de setembro para discutir a situação e analisar a possibilidade de greve. Segundo ela, os profissionais da saúde estão trabalhando em condições críticas, sem perspectivas claras de resolução por parte do Governo do Estado.

Em resposta, a Secretaria de Saúde do RN (Sesap) afirmou que a lista apresentada pelo Sindsaúde “não procede”, garantindo que há estoque de itens como gazes, óleo mineral, álcool, sabão e kits de cirurgia. A pasta informou que os exames de angiotomografia estão sendo realizados em outros hospitais da rede, assegurando o atendimento aos pacientes.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern), Marcos Jácome, afirmou que a instituição acompanha de perto a situação, ingressando com ações na Justiça Federal para garantir abastecimento regular e completo dos hospitais. O objetivo é assegurar condições dignas de atendimento à população e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde.

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