Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Mossoró

Gestão Allyson Bezerra, em Mossoró, vai entrar o ano de 2022 sem orçamento aprovado

A principal determinação é a inclusão de recursos para as emendas impositivas dos vereadores, conforme preconizam a Constituição.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Gestão Allyson Bezerra, em Mossoró, vai entrar o ano de 2022 sem orçamento aprovado
DeFato.com
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) entrará o segundo ano de sua gestão sem um orçamento aprovado, depois que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinou que a Câmara Municipal de Mossoró devolva o projeto de lei orçamentária 2022 para o Executivo corrigir erros. A principal determinação é a inclusão de recursos para as emendas impositivas dos vereadores, conforme preconizam a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município.

O presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (Solidariedade), vai cumprir a decisão judicial, devendo devolver o projeto ao Executivo nesta quinta-feira, 23. A informação foi confirmada ao JORNAL DE FATO pelo assessor de comunicação social do Legislativo, jornalista Regy Carte: “A Câmara está cumprindo a decisão do TJRN de devolver o projeto em 48 horas.”

O prefeito Allyson Bezerra também confirmou que respeitará a decisão do TJRN, mesmo ressaltando que “pode contestar”, caso o jurídico do município assim entenda. No entanto, no primeiro momento a posição é de respeitar a decisão. “Decisão judicial se cumpre”, afirmou o prefeito em entrevista ao jornalista Saulo Vale, na Rádio Rural AM.

Publicidade

Allyson não entrou no mérito da questão, não respondeu se o projeto que foi encaminhado à Câmara e aprovado em plenário está errado ou não. Ele se limitou a criticar os vereadores de oposição que acionaram a Justiça para derrubar o orçamento. “Esses mesmos vereadores votaram pela aprovação do orçamento em primeiro e segundo turno. Depois acionaram a Justiça para derrubar o que eles mesmos aprovaram. Quero chamar atenção para a questão da coerência”, comentou.

O prefeito disse que a atitude dos vereadores prejudica o município, uma vez que a gestão vai entrar o próximo ano sem orçamento. O chefe do Executivo reclamou que a gestão tem ações a serem implementadas a partir de janeiro e que precisa empenhar para fazer pagamentos dessas ações, mas, sem orçamento, isso não será possível.

Allyson admitiu elaborar novo projeto orçamentário 2022, mas não deu garantias. Deixou a entender que ainda aguarda uma posição do jurídico para tomar a decisão. Ou seja, se houver possibilidade de reverter a decisão judicial, esse será o caminho. Mas, se não existir outra possibilidade, o prefeito disse que vai trabalhar o novo orçamento.

Melhor saída

Se o prefeito encaminhar o novo projeto de lei orçamentária, a Câmara apreciará e votará a matéria ao longo do mês de janeiro. Isso significa que, a partir do momento que existe um orçamento elaborado e em discussão no Legislativo, a gestão municipal poderá executar no primeiro mês do ano o equivalente a 1/12 avos do orçamento previsto no projeto, que dá algo em torno de R$ 71 milhões.

Portanto, não há risco de o município deixar de cumprir as suas obrigações básicas como pagamento do funcionalismo, de fornecedores e manutenção da máquina pública.

Orçamento tem que garantir emendas impositivas

A decisão do TJRN foi assinada pelo desembargador Claudio Santos, na segunda-feira, 20. Ele acatou mandado de segurança impetrado pelos vereadores Francisco Carlos (Progressistas), Pablo Aires (PSB), Zé Peixeiro (Progressistas) e Larissa Rosado.  

O prefeito Allyson, como forma de derrubar emendas dos vereadores de oposição, enviou à Câmara um projeto sem respeitar a reserva de emendas impositivas, que deve corresponder a 1,2% sobre a receita corrente líquida. Ao não respeitar, o prefeito passou por cima da Constituição Federal e da própria Lei Orgânica do Município (LOM).

Claudio Santos salientou que: “neste diapasão, na linha de entendimento abarcado pelos agravantes, conclui-se que é garantia constitucional a previsão de reserva orçamentária específica, que no Projeto de Lei Orçamentária Anual para consecução das emendas impositivas é uma clara, límpida e gritante obrigação constitucional, que foi postipulada, justamente, para garantir a autonomia dos parlamentares na destinação de suas emendas impositivas.”

FONTE/CRÉDITOS: defato.com/home
Comentários:
Marcos Costa

Publicado por:

Marcos Costa

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR