Pacientes com diabetes tipo 1 no Rio Grande do Norte estão novamente sem acesso à insulina análoga de ação prolongada, conhecida como “insulina basal”, fornecida pela rede pública de saúde. O medicamento é fundamental para o controle da doença, e sua ausência representa risco grave à saúde, podendo inclusive levar à morte, segundo especialistas e associações de pacientes.
A Associação Potiguar Amigos dos Diabéticos do RN (APAD RN) denunciou que a Unicat, responsável pela distribuição, não possui estoque da insulina prolongada há meses, enquanto a insulina de ação rápida ainda está disponível. A médica Anna Karina, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia RN (SBEM/RN), alerta que os pacientes tipo 1 não têm alternativa terapêutica, tornando o fornecimento da insulina vital.
Segundo informações da Sesap, a responsabilidade pelo fornecimento da insulina análoga de ação prolongada é do Ministério da Saúde, cabendo à Unicat apenas organizar a distribuição aos pacientes. Apesar disso, a unidade aguarda novo carregamento do governo federal para regularizar a entrega, sem previsão definida.
O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma que não há falta de insulina no Brasil e que todos os estados receberam integralmente os pedidos de insulina humana até agosto, totalizando 62,9 milhões de unidades distribuídas em 2025. O órgão ressalta que a distribuição aos municípios é de responsabilidade das secretarias estaduais.
Enquanto isso, a APAD RN confirma que os pacientes continuam sem acesso à insulina de longa duração desde maio. A SBEM/RN reforça que, sem a medicação, o risco de morte é iminente para pacientes com diabetes tipo 1, já que não há outra alternativa terapêutica eficaz para controlar a doença.

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