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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Justiça

Com 24 anos de atraso, ex-PM é condenado por envolvimento em homicídio de promotor no RN

O crime aconteceu em 8 de novembro de 1997, no município de Pau dos Ferros.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Com 24 anos de atraso, ex-PM é condenado por envolvimento em homicídio de promotor no RN
Mossoró Hoje
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Quase 24 anos após o crime, o ex-soldado da Polícia Militar, Wilson Pereira de Alencar, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão, por envolvimento nos homicídios do promotor de justiça Manoel Alves Pessoa Neto e do vigilante Orlando Alves Mari.

Os crimes ocorreram na noite de 8 de novembro de 1997, em Pau dos Ferros, no alto oeste do Rio Grande do Norte. O júri popular de Wilson aconteceu nesta quinta-feira (21), no mesmo município.

A sentença deverá ser cumprida em regime, inicialmente, fechado, sem possibilidade de substituição de pena.

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O júri popular foi presidido pelo juiz Edilson Chaves de Freitas. Atuou na acusação do réu, representando o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o promotor de justiça Paulo Roberto Andrade de Freitas.

Já a defesa ficou a cargo dos advogados Marcos José Marinho Junior, Gilberto de Figueiredo Lobo, Lincoln Verissimo de Figueiredo Lobo, Jose Augusto Neto e Francisco De Assis Correia Rego.

O crime foi encomendado pelo então juiz Francisco Pereira de Lacerda, já falecido. De acordo com a acusação, Wilson, que era cunhado do juiz, teve participação ativa, ao contactar o pistoleiro Edmilson Pessoa Fontes para executar o promotor.

O juiz Lacerda, bem como o pistoleiro Edmilson, chegaram a ser julgados e condenados alguns anos após o crime. Lacerda pegou 35 anos de prisão.

Na época, Edmilson apontou o envolvimento de Wilson. Disse que foi contactado pelo réu e pelo ex-juiz Lacerda para matar o Promotor e que o próprio Wilson teria entregado uma peruca para que ele fugisse sem ser reconhecido.

Wilson chegou a ser levado a júri popular, no ano de 2003, em Pau dos Ferros. Na época, a defesa alegou negativa de autoria e, mesmo diante do depoimento de Edmilson, ele acabou sendo absolvido.

O MP recorreu, conseguindo a anulação do julgamento anterior. Quando foi mandado a novo júri, Wilson ficou doente, com problemas de depressão.

O processo então foi interrompido até o ano de 2017, o promotor Paulo Roberto requereu que fosse feita uma nova avaliação psicológica (nova perícia) em Wilson, ficando constatado que ele poderia ir a júri novamente.

A defesa chegou a entrar com vários recursos, mas não logrou êxito e o juiz, agora em 2021, mandou Wilson a novo julgamento, realizado nesta quinta-feira (21).

Agora, condenado, Wilson será levado à prisão pelo crime, conforme determinado pelo juiz.

FONTE/CRÉDITOS: mossorohoje.com.br
Marcos Costa

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Marcos Costa

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