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Segunda-feira, 04 de Maio 2026

Política

Alckmin projeta diálogo e "boa química" em reunião entre Lula e Trump

Vice-presidente destaca importância econômica dos Estados Unidos para o Brasil e agenda de temas para o encontro em Washington.

Redação
Por Redação
Alckmin projeta diálogo e
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, sua expectativa por um encontro pautado pelo diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião está prevista para ocorrer em Washington ainda nesta semana.

"Minha torcida é para que a conexão positiva já estabelecida entre o presidente Lula e o ex-presidente Trump se aprofunde, em prol de nossas duas grandes nações, que são pilares democráticos no Ocidente", afirmou Alckmin aos jornalistas.

Para o vice-presidente, a cúpula entre os dois líderes possui grande relevância, especialmente considerando que os Estados Unidos representam o principal investidor estrangeiro no Brasil.

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"Este encontro é crucial, pois, embora os Estados Unidos sejam o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia, eles se destacam como o maior investidor direto em nosso país", explicou. "Sempre defendemos uma melhoria nas relações tarifárias. A imposição de tarifas elevadas não fazia sentido, uma vez que os Estados Unidos, apesar de terem déficits comerciais com diversas nações, não os possuem com o Brasil", pontuou.

Alckmin salientou que o diálogo entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil trará benefícios mútuos e deverá abordar tópicos como a regulamentação de grandes empresas de tecnologia (big techs) e a exploração de terras raras.

"O presidente Lula é um defensor do diálogo. Toda a orientação visa a fortificar os laços entre Brasil e Estados Unidos. É uma situação de ganha-ganha. Contamos com mais de três mil, quase quatro mil empresas americanas operando no Brasil. Acredito que estamos em um novo momento, superando as disputas tarifárias. Agora, o foco é consolidar essa parceria e eliminar também as barreiras não tarifárias", declarou.

Segundo o vice-presidente, existem amplas possibilidades de negociação em áreas como as grandes empresas de tecnologia, minerais estratégicos e terras raras. "Teremos o programa Redata, que busca atrair centros de dados. Há muitas chances para investimentos recíprocos", enfatizou.

Programa Desenrola

Alckmin também se manifestou sobre o recém-lançado programa Desenrola, anunciado na manhã de hoje pelo presidente Lula. A iniciativa visa à renegociação de dívidas para a população com renda de até cinco salários mínimos, abrangendo débitos de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.

"O Desenrola é uma medida essencial que auxiliará as famílias. Os descontos podem atingir até 90%, além de garantir juros mais acessíveis e beneficiar também as pequenas empresas", afirmou o vice-presidente.

Relações com a Suécia

Em sua agenda, o vice-presidente esteve presente hoje na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. Durante um encontro com empresários, Alckmin ressaltou a importância da concretização do acordo entre os países do Mercosul e os membros da União Europeia.

"Isso impulsionará investimentos mútuos, a integração produtiva e a complementaridade econômica entre os blocos", declarou o vice-presidente.

Conforme a pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, 63% das empresas suecas com presença no Brasil esperam intensificar o abastecimento vindo da Europa, impulsionadas pelo acordo Mercosul-União Europeia. Adicionalmente, 49% dessas companhias antecipam oportunidades de ampliar as exportações do Brasil para o continente europeu.

O levantamento, conduzido entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas, revelou ainda que 73% delas registraram lucro no Brasil em 2025. Para a Câmara, esse resultado é "significativo, especialmente em um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas".

Outro dado relevante da pesquisa indica que 46% das empresas suecas confirmaram planos de elevar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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