Gazeta do RN
Foto de como é hoje em dia o local onde ocorreu a tragédia do baldo, atropelamento que deixou 19 pessoas mortas e 12 feridas no carnaval de 1984, em Natal.

Tragédia do baldo: 35 anos do acidente que deixou 19 mortos em Natal

A tragédia do baldo, ocorrida no carnaval de 1984, que deixou 19 mortos e 12 feridos, completa 35 anos nesta segunda-feira, 25 de fevereiro.

*Por Paulo Silva, jornalista DRT 2022/RN, de Poti Press para Gazeta do RN

Uma das tragédias mais notáveis na história da capital potiguar, ocorrida no dia 25 de fevereiro de 1984, ainda permanece na memória de muitos natalenses mesmo após 35 anos – completados nesta segunda-feira, 25 de fevereiro, principalmente pela forma como ocorreu. Estamos falando da Tragédia do Baldo, um grave atropelamento que deixou 19 mortos e 12 feridos, no carnaval de Natal de 1984.

Após saber que trabalharia mais do que a sua carga horária diária normal, o motorista de ônibus Aluízio Farias Batista, da empresa Guanabara, foi designado para transportar numa viagem durante a madrugada, membros de uma escola de samba do bairro Alecrim, na Zona Leste, para o bairro das Rocas. Segundo depoimento do mesmo à polícia, mesmo chateado pelo excesso de trabalho, ele aceitou conduzir aquelas pessoas.

Após embarcar pessoas no Alecrim, segundo testemunhas, Aluízio, durante a viagem discutiu com alguns passageiros que começaram a puxar a cordão de parada do ônibus para chamar a atenção dele. Com isso, segundo promotores de justiça do caso, ele começou a dirigir o veículo em alta velocidade, inclusive sem respeitar os semáforos. Teria dito, ainda, a alguns passageiros, que “se tiver que morrer, morre todo mundo”.

Ao aproxima-se do Viaduto do Baldo, no inicio da Avenida Rio Branco, o motorista tentou fazer uma curva colidindo com um carro modelo fusca, que estava estacionado no canteiro da via. A colisão mudou a trajetória do ônibus, fazendo com que ele fosse em direção aos foliões do bloco carnavalesco “Puxa-Saco, que passava no outro lado da avenida, atropelando diversas pessoas entre elas foliões, músicos militares que participavam do evento.

Após o acidente, o motorista Aluízio Farias fugiu do local. Em seguida, apresentou-se à polícia para prestar depoimento, sendo liberado em seguida. Depois disso, nunca mais foi localizado.

Vinte e um anos depois do acidente, em 2005, com intuito de localizar o motorista fugitivo, o programa investigativo “Linha Direta”, da TV Globo, reconstituiu o acidente e exibiu o caso para todo o Brasil, porém, nem mesmo assim, Aluízio foi capturado.


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Paulo Silva

Jornalista (DRT 2022/RN), potiguar de Natal (RN), escreve na Gazeta do RN desde 2016. Contato: [email protected]

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