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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Saúde

UFRJ inaugura centro para tratamento e pesquisa de doenças raras

Cerca de 13 milhões de brasileiros são afetados por doenças raras, muitas delas incapacitantes, segundo estimativas do Ministério da Saúde.

Redação
Por Redação
UFRJ inaugura centro para tratamento e pesquisa de doenças raras
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado na capital fluminense, vai sediar uma nova instalação dedicada ao tratamento e à investigação de doenças raras, denominada Centro de Saúde Pública de Precisão.

Com previsão de inauguração para agosto, o novo serviço prestará atendimento exclusivo a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma condição é classificada como rara quando sua prevalência não excede 65 pessoas por cada 100 mil habitantes. Embora a maioria dessas enfermidades identificadas possua etiologia genética, algumas podem ser desencadeadas por agentes infecciosos ou influências ambientais.

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O Ministério da Saúde aponta que aproximadamente 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das 7 mil doenças raras catalogadas, e uma parcela significativa dessas condições pode levar à incapacidade.

Diagnóstico complexo

Soniza Vieira Alves-Leon, chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do Complexo Hospitalar, esclarece que essas patologias continuam a ser um desafio para a medicina. A baixa incidência populacional dificulta a condução de estudos aprofundados sobre elas.

"Algumas sequer foram integralmente descritas, o que significa que a ciência ainda não compreende todos os seus sintomas e origens", acrescenta.

A especialista ainda destaca que obter um diagnóstico preciso representa outra dificuldade considerável, visto que nem todos os profissionais de saúde possuem a capacitação necessária para identificar corretamente essas condições.

Adicionalmente, a confirmação final do diagnóstico frequentemente exige exames de alto custo e de difícil acesso. Embora algumas doenças raras sejam detectadas pelo teste do pezinho, esses resultados ainda requerem validação por meio de testes mais específicos.

Sequenciamento genético

No mês anterior, o Governo Federal divulgou a incorporação ao SUS do Sequenciamento Completo do Exoma (WES), considerado o principal exame para a detecção de doenças raras.

O WES analisa a porção do DNA onde se localiza a maioria das mutações genéticas responsáveis por doenças raras, utilizando amostras de sangue ou saliva. Devido à sua complexidade, poucos laboratórios no Brasil oferecem este procedimento.

Atualmente, no âmbito do SUS, apenas um laboratório realiza o processamento das amostras coletadas em várias unidades federativas, com a expectativa de que outro comece a prestar o serviço a partir de maio.

Espera-se que essa medida diminua o tempo médio de espera por um diagnóstico no país de sete anos para seis meses. Este é um dos exames de alta tecnologia que o Centro de Saúde Pública de Precisão da UFRJ disponibilizará.

O complexo hospitalar da UFRJ, sob a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, recebeu um aporte financeiro superior a R$ 19 milhões para a instalação do novo centro.

Os recursos foram empregados, sobretudo, na adaptação de uma área no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e na compra dos equipamentos necessários para a execução dos exames.

Qualidade de vida

Adicionalmente aos testes genéticos, o novo centro disponibilizará exames de biomarcadores, capazes de identificar modificações celulares, bioquímicas ou moleculares associadas a enfermidades específicas.

Soniza Vieira Alves-Leon enfatiza que um diagnóstico correto e mais rápido eleva as possibilidades de o paciente acessar intervenções que promovam uma melhoria em sua qualidade de vida.

Ainda, ela afirma que o centro recém-criado impulsionará as pesquisas em genética e medicina de precisão, favorecendo o desenvolvimento de abordagens terapêuticas inovadoras para doenças raras e oncológicas.

"Com esta estrutura, será viável diagnosticar precocemente, monitorar de forma mais eficaz os pacientes e elaborar novas terapias”, conclui.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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