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Sábado, 18 de Abril 2026

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Ufersa participa do consórcio sobre impactos ambientais dos microplásticos

Para a OMS, o ser humano consome entre 74 e 121 mil partículas de microplásticos por ano.

Marcos Costa
Por Marcos Costa
Ufersa participa do consórcio sobre impactos ambientais dos microplásticos
Agora RN
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Um dos maiores problemas que os oceanos enfrentam atualmente é a poluição por plásticos. Quando um objeto de plástico vai parar no mar, muitas vezes através dos rios, esse objeto degrada-se muito lentamente, ao longo de centenas, senão milhares de anos formando pequenos fragmentos, conhecidos como microplásticos. Os microplásticos são partículas sólidas com comprimento menor que 5 milímetros que podem ser ingeridos por uma infinidade de organismos marinhos e pelo ser humano, causando prejuízos ao ambiente e à saúde. Estima-se que o mar hoje possua 5 trilhões de pedaços de plásticos, contaminantes cada vez mais comuns em todas as regiões do mundo. Estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o ser humano consome entre 74 e 121 mil partículas de microplásticos por ano, principalmente no açúcar, sal, água e bebidas engarrafadas, além de outras vias. No ano de 2020, foi detectada, pela primeira vez na história, a presença de microplásticos na placenta humana.

Com o objetivo de coletar dados acerca do impacto dos fragmentos de plásticos sobre ecossistemas de regiões tropicais e temperadas, um Consórcio de Instituições de Pesquisa reuniu-se para integrar o projeto internacional I-plastics. A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) representam o Brasil na iniciativa, que também conta com instituições de ensino superior da Itália, da Espanha e de Portugal.

A pesquisadora e professora do Departamento de Biociências (DBIO) da Ufersa, Emanuelle Fontenele Rabelo, representa a Universidade no Consórcio. Além da participação na temática em forma de pesquisa, a professora lidera o projeto de Extensão “Mossoró limpa da cidade ao mar”, que visa a sensibilização das crianças e jovens de escolas públicas de Mossoró sobre a problemática do lixo marinho.

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Nos dias 18 e 19 de janeiro de 2022, pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) da UFC e da UFERSA estiveram com estudiosos da Itália, Espanha, França, Portugal e Estados Unidos para discutir os primeiros resultados após um ano e meio do I-plastics. Ao longo desse período, a equipe já publicou oito artigos internacionais e tem desenvolvido ações de divulgação científica a fim de alertar para a problemática socioambiental dos microplásticos e a necessidade de redução imediata da produção e do descarte inadequado desses materiais.

A pesquisadora Emanuelle Rabelo da Ufersa destaca que a grande parte do material plástico encontrado no mar é o plástico considerado de uso único, como canudos, sacolas, embalagens e garrafas PET, o que requer uma mudança de hábitos de consumo desses produtos e uma gestão melhor dos resíduos. “Diante da atual situação da poluição marinha, monitoramentos sobre a quantidade e os tipos de microplástico na nossa costa são de extrema relevância pois geram dados importantes na tomada de decisão sobre planos de ação para o combate ao lixo no mar”, ressalta a professora da UFERSA Emanuelle Rabelo.

Como parte das ações do projeto estão sendo comparados os níveis de microplásticos na água, solo e animais no rio Cocó, localizado em Fortaleza; em Portugal, no rio Mondego; enquanto na Espanha, os estudos são realizados no rio Ebro, na região da Catalunha. Além de coletas em água e solo, a equipe do LABOMAR está analisando os níveis e tipos de microplásticos em animais como moluscos e peixes, que fazem parte da alimentação humana. Futuramente, as pesquisas vão ser movidas para o Rio Grande do Norte, com o intuito de entender também como está o grau de poluição dos ambientes marinhos locais por microplásticos.

FONTE/CRÉDITOS: agorarn.com.br
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