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Quinta-feira, 05 de Março 2026

Justiça

Toffoli: futuro do caso Master em primeira instância será definido após inquérito

Gabinete do ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal divulga nota para esclarecer investigações.

Redação
Por Redação
Toffoli: futuro do caso Master em primeira instância será definido após inquérito
© ASCOM/STF
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O gabinete do ministro Dias Toffoli, responsável pela relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu um comunicado nesta quinta-feira (29) com o objetivo de detalhar o andamento das investigações.

Um dos pontos centrais do documento esclarece que a eventual transferência do processo para a primeira instância da Justiça Federal dependerá da conclusão da apuração conduzida pela Polícia Federal.

O texto ressalta que “encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.”

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A competência do Supremo Tribunal Federal para conduzir este inquérito tem sido um dos aspectos mais debatidos e controversos do processo.

O processo chegou à Corte Suprema após a descoberta do nome de um deputado federal em documentos apreendidos pela Polícia Federal, embora, até o momento, não haja indícios de irregularidades envolvendo o parlamentar.

Conforme a nota, o comunicado visa a “esclarecer os principais andamentos” do inquérito Master, que investiga possíveis fraudes e irregularidades na aquisição do Banco Master pelo BRB, uma instituição financeira pública do Distrito Federal.

Sigilo máximo

Outro ponto que gerou grande repercussão foi a imposição de sigilo máximo ao caso por Toffoli, medida adotada dias após o ministro ter viajado em um jatinho particular na companhia do advogado de um dos diretores do Banco Master sob investigação.

O comunicado, contudo, enfatiza que o sigilo “já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau” e foi mantido “a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”.

A nota ainda complementa: “Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento.”

Pressão

O ministro tem enfrentado crescente pressão para se afastar da relatoria do caso, especialmente após decisões consideradas atípicas, como a determinação de que materiais apreendidos fossem encaminhados ao Supremo, em Brasília, antes mesmo de serem submetidos à perícia da Polícia Federal.

Adicionalmente, reportagens revelaram que um fundo associado ao Banco Master teria adquirido a participação de familiares de Toffoli, incluindo dois irmãos, em um resort no Paraná. O ministro, até o momento, não se pronunciou sobre essa questão.

A permanência do caso Master no Supremo Tribunal Federal depende, em primeira análise, de uma decisão do próprio ministro Dias Toffoli.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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