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Domingo, 10 de Maio 2026
Economia

Tesouro Direto alcança recorde de vendas em janeiro

O volume comercializado atingiu R$ 12,02 bilhões, o maior patamar para um mês desde a criação do programa em 2002.

Redação
Por Redação
Tesouro Direto alcança recorde de vendas em janeiro
© José Cruz/Agência Brasil
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O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (25) que a comercialização de títulos públicos para investidores pessoas físicas, realizada pela internet, alcançou um patamar recorde em janeiro. No mês passado, o programa Tesouro Direto negociou R$ 12,02 bilhões em papéis, o que representa o maior volume mensal desde a sua criação, em 2002.

Esse montante supera em 26,9% o registrado em dezembro, período em que as vendas do Tesouro Direto totalizaram R$ 9,47 bilhões. Em relação a janeiro do ano anterior, o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo 37,21%.

A marca recorde anterior havia sido estabelecida em março do ano passado, com a comercialização de R$ 11,69 bilhões.

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Em janeiro, os títulos mais demandados pelos investidores foram aqueles atrelados à taxa de juros básica, correspondendo a 48,9% do volume negociado. Os papéis indexados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) representaram 28,2% do total, enquanto os prefixados, que possuem rendimento fixo definido na compra, somaram 15,1%.

O Tesouro Renda+, introduzido no início de 2023 para auxiliar no financiamento da aposentadoria, foi responsável por 6,4% das vendas. Já o Tesouro Educa+, um novo título lançado em agosto de 2023 com a proposta de criar uma poupança para o ensino superior, registrou uma participação de apenas 1,5% nas negociações.

A preferência por títulos atrelados aos juros básicos se justifica pelo patamar elevado da Taxa Selic. A taxa, que se mantinha em 10,5% ao ano até setembro de 2024, foi reajustada para 15% anuais. Com juros nesse nível, esses papéis permanecem bastante atraentes. Os títulos vinculados à inflação também têm despertado o interesse dos investidores, impulsionados pela expectativa de um aumento na inflação oficial nos próximos meses.

Ao final de janeiro, o estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 220,24 bilhões, representando um crescimento de 3,28% em relação ao mês anterior (R$ 213,24 bilhões) e um notável aumento de 37,75% na comparação com janeiro do ano passado (R$ 159,88 bilhões). Esse incremento se deve à correção pelos juros e ao fato de que as vendas superaram os resgates em R$ 4,88 bilhões no último mês.

Perfil dos investidores

No que tange ao número de investidores, 330.786 novos participantes aderiram ao programa no mês passado. O número total de investidores alcançou 34.587.727, um aumento acumulado de 9,83% nos últimos 12 meses. O contingente de investidores ativos (com operações em andamento) chegou a 3.454.385, o que representa um crescimento de 14,73% no período de 12 meses.

A adesão de pequenos investidores ao Tesouro Direto é notável, com as vendas de até R$ 5 mil correspondendo a 77,5% do total de 1.305.976 operações de vendas realizadas em janeiro. Somente as aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,7%. O valor médio por operação foi de R$ 9.207,33.

Os investidores demonstram uma preferência por papéis de médio prazo. As negociações de títulos com vencimento entre cinco e dez anos corresponderam a 40,6% do total. As operações com prazo de até cinco anos representaram 39,9% do volume, e os títulos com vencimento superior a dez anos somaram 19,5% das vendas.

O relatório completo sobre o desempenho do Tesouro Direto pode ser consultado na página do Tesouro Transparente.

Mecanismo de captação

O Tesouro Direto foi instituído em janeiro de 2002 com o objetivo de democratizar o acesso a esse tipo de investimento, permitindo que pessoas físicas adquiram títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem a necessidade de intermediários financeiros. O investidor arca apenas com uma taxa da B3, a bolsa de valores brasileira, que é debitada nas movimentações dos títulos. Informações adicionais podem ser encontradas no site do Tesouro Direto.

A comercialização de títulos é um dos principais mecanismos utilizados pelo governo para angariar fundos, visando ao pagamento de dívidas e ao cumprimento de seus compromissos. Em contrapartida, o Tesouro Nacional se compromete a restituir o valor investido acrescido de um rendimento, que pode variar conforme a Taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa predefinida, no caso dos papéis prefixados.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN

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