A economia do Rio Grande do Norte deve apresentar crescimento gradual em 2026, com expectativa de ampliação dos postos de trabalho e manutenção de investimentos, segundo projeções de entidades representativas do setor produtivo. A estimativa é de um avanço de 1,1% no Produto Interno Bruto estadual, impulsionado principalmente pelos segmentos de comércio, serviços e turismo.
De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN, a previsão é de geração de cerca de 15 mil empregos ao longo do próximo ano, com destaque para o setor terciário. O crescimento do turismo, favorecido pelo aumento de voos internacionais e pelo calendário de feriados, aparece como um dos principais motores da economia potiguar em 2026.
No setor agropecuário, a expectativa é de crescimento moderado, condicionado às variáveis climáticas e econômicas. As melhores perspectivas se concentram na fruticultura irrigada e na produção de grãos, que pode contribuir para a redução dos custos da pecuária. Já segmentos como pesca, aquicultura e pecuária devem apresentar estabilidade, com recuperação ainda parcial em áreas afetadas por barreiras comerciais internacionais.
A construção civil também projeta manutenção e possível ampliação do emprego, sustentada pela retomada de investimentos privados, projetos habitacionais e obras de infraestrutura. O setor identifica oportunidades tanto na habitação de interesse social quanto em empreendimentos comerciais, logísticos e turísticos, especialmente em regiões com expansão urbana.
No campo das energias renováveis, o cenário ainda reflete dificuldades acumuladas nos últimos anos, apesar da previsão de novos investimentos em transmissão. Especialistas defendem que o estado avance de um perfil exclusivamente gerador para também consumidor de energia, ampliando a atração de indústrias e reduzindo gargalos no escoamento da produção.
Apesar das projeções positivas, as entidades alertam para desafios relevantes em 2026, como juros elevados, inflação, inadimplência, escassez de mão de obra qualificada e necessidade de maior segurança jurídica. O setor produtivo aponta que a solidez fiscal, a previsibilidade regulatória e o diálogo entre poder público e iniciativa privada serão fundamentais para sustentar o crescimento econômico do Rio Grande do Norte.
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