Gazeta do RN

Aguarde, carregando...

Domingo, 08 de Março 2026

Estado

Servidores da UFRN entram em greve por tempo indeterminado

Categoria reivindica cumprimento de acordo de 2024 e garante direitos já estabelecidos.

Redação
Por Redação
Servidores da UFRN entram em greve por tempo indeterminado
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte iniciaram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (23), em protesto contra o descumprimento de 17 pontos do acordo firmado com o governo federal em 2024. A decisão foi tomada durante assembleia no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), que contou com cerca de 170 participantes.

Segundo o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do RN (Sintest), a paralisação não busca novos direitos, mas sim assegurar o cumprimento integral do acordo anterior. Entre os principais pontos em disputa estão a inclusão dos aposentados nos benefícios acordados, a jornada de 30 horas semanais e a escala de trabalho 12 por 60 para profissionais de hospitais universitários e da segurança.

Sandro Pimentel, coordenador de educação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Fasubra Sindical), afirmou que a categoria se vê obrigada a retomar a greve diante do descumprimento sistemático de compromissos firmados. “O governo tem deixado de fora, até agora, os aposentados. Completamente fora de tudo”, destacou.

Publicidade

A mobilização ocorre em âmbito nacional. Até o momento, 21 dos 50 sindicatos vinculados à Fasubra já aprovaram greve, enquanto 11 foram contrários. A instalação do comando local de greve na UFRN marca o início das estratégias da categoria para pressionar o governo federal a cumprir os termos acordados.

Apesar da adesão, existem opiniões divergentes entre os servidores. Alguns temem que a paralisação prejudique a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e gere desgaste político. Outros defendem a necessidade do movimento para proteger direitos conquistados. As aulas da UFRN estão previstas para retornar em 1º de março, mas os impactos da greve ainda não podem ser totalmente mensurados, segundo Welington Soares, diretor estadual e coordenador jurídico do Sintest.

A assembleia destacou o sentimento de indignação da categoria, que vê a retomada da greve como resposta à quebra de compromissos firmados. Adauto Sabino, vigilante da UFRN, comentou que a tendência é que mais servidores participem das próximas assembleias, reforçando a mobilização contra o descumprimento do acordo.

Comentários:
Redação

Publicado por:

Redação

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR