O Governo do Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com R$ 605,1 milhões em investimentos públicos, alcançando o terceiro maior volume anual desde 2010. Os recursos foram aplicados, majoritariamente, em obras de infraestrutura com impacto direto na mobilidade urbana e rodoviária, no acesso a serviços públicos e no desenvolvimento regional.
De acordo com os dados oficiais, o Estado conseguiu manter um patamar elevado de investimentos, dando continuidade ao ciclo iniciado no primeiro mandato da governadora Fátima Bezerra. Nesse período inicial, a gestão estadual executou R$ 1,885 bilhão, valor que já se aproxima de ser superado no segundo mandato, entre 2023 e 2025, quando R$ 1,841 bilhão foi aplicado. Ao todo, são R$ 3,726 bilhões investidos ao longo de sete anos.
A secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Virgínia Ferreira, destacou que os números refletem uma política de investimentos contínua e com foco em resultados concretos para a população. Segundo ela, os recursos se traduzem em estradas recuperadas, hospitais equipados, escolas reformadas e ampliação do acesso a serviços essenciais, mesmo diante de um cenário de restrições fiscais.
Em 2024, os investimentos foram impulsionados pela execução da primeira etapa do Programa de Recuperação de Rodovias Estaduais, viabilizada com recursos do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que permitiu a restauração de cerca de 800 quilômetros de estradas. Já em 2025, mesmo sem novos aportes extraordinários do programa, o Governo manteve o foco em obras de infraestrutura, especialmente na malha rodoviária e em equipamentos públicos.
Segundo a titular da Seplan, a trajetória recente deve ser analisada sob uma perspectiva histórica e estrutural. Ela ressalta que o Rio Grande do Norte tradicionalmente depende de financiamentos e parcerias para executar obras estruturantes, e que a principal mudança atual está na capacidade de planejamento, execução e definição de prioridades claras.
A expectativa para os próximos anos é de fortalecimento da capacidade de investimento, impulsionada por programas federais como o Novo PAC e o PAC Seleções. Esses instrumentos devem ampliar as obras em áreas estratégicas, como mobilidade, saúde, educação e segurança hídrica, contribuindo para a melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos em todo o estado.

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