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Quinta-feira, 05 de Março 2026

Estado

RN se consolida como referência nacional em energia limpa com 98% da produção vinda de fontes renováveis

Energia eólica lidera a matriz elétrica potiguar e responde por mais de 85% da geração, mas estado enfrenta desafios no escoamento.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
RN se consolida como referência nacional em energia limpa com 98% da produção vinda de fontes renováveis
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O Rio Grande do Norte tornou-se um dos principais destaques do Brasil na produção de energia limpa, alcançando a marca de 98% de toda a energia gerada a partir de fontes renováveis. Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que o estado possui uma das matrizes elétricas mais sustentáveis do país, consolidando-se como referência nacional no setor.

A energia eólica é a principal responsável por esse desempenho, representando cerca de 85% da produção estadual. Na sequência aparece a energia solar, com pouco mais de 12%, enquanto as demais fontes, como termelétricas e pequenas hidrelétricas, têm participação reduzida. Sozinho, o RN responde por aproximadamente 30% de toda a energia eólica produzida no Brasil, ficando atrás apenas da Bahia.

Especialistas explicam que a qualidade dos ventos é um dos principais fatores que impulsionam o protagonismo potiguar. A localização geográfica do estado consideravelmente favorecida, com ventos constantes e sem grandes barreiras naturais, cria condições ideais para a instalação e o funcionamento de parques eólicos tanto no litoral quanto no interior.

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A energia solar também apresenta forte potencial de crescimento, beneficiada pela alta incidência solar e pela baixa nebulosidade ao longo do ano. No entanto, o território reduzido do estado limita a expansão em larga escala, apesar do avanço contínuo de usinas fotovoltaicas e da popularização de sistemas solares em residências e comércios.

Mesmo com grande capacidade de geração, o Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades para escoar toda a energia produzida. A limitação na infraestrutura de transmissão tem provocado cortes na geração, fenômeno conhecido como curtailment, o que já colocou o estado no topo do ranking nacional de desperdício de energia eólica em determinados períodos.

Apesar dos desafios, os investimentos no setor seguem em alta. Somente em 2024, foram mais de R$ 10 bilhões aplicados em novos projetos de energia eólica e solar, além da geração de mais de 13 mil empregos. Com projetos de energia eólica offshore e iniciativas como a produção de hidrogênio renovável, o RN projeta ampliar ainda mais seu protagonismo na transição energética brasileira nos próximos anos.

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