Após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump sobre o aumento da tarifa de importação para 50% sobre produtos brasileiros, o Governo do Rio Grande do Norte emitiu nota oficial manifestando preocupação com os impactos da medida na economia estadual. A nova alíquota, que entrará em vigor em 1º de abril de 2026, foi comunicada por meio de carta enviada ao presidente Lula e divulgada em redes sociais.
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) afirma que acompanha desde março as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e ressalta a necessidade de ações conjuntas com o Governo Federal e os setores produtivos. Entre as recomendações, estão o mapeamento de barreiras comerciais, a capacitação de exportadores e a celebração de novos acordos comerciais e fitossanitários.
A nota também destaca a importância da diversificação de mercados e o reposicionamento dos produtos potiguares nas cadeias globais de valor. De janeiro a março de 2025, o Rio Grande do Norte exportou US$ 26,2 milhões aos EUA, com superávit de US$ 16,4 milhões. Em 2024, o volume total exportado somou US$ 67,1 milhões, enquanto as importações foram de US$ 76,2 milhões.
Entre os principais produtos exportados pelo RN aos EUA estão sal marinho, albacoras frescas, castanha de caju, mangas, granitos, caramelos, querosene de aviação e produtos de origem animal não destinados à alimentação. Já entre os produtos importados destacam-se diesel, trigo, coque de petróleo, copolímeros e medicamentos.
O governo estadual destaca que apenas nos seis primeiros meses de 2025, o volume exportado para os EUA já se iguala ao registrado em todo o ano de 2024, o que acentua a preocupação com os efeitos da nova tarifa. Diante disso, a SEDEC recomenda reforçar políticas públicas voltadas à competitividade e ampliar a busca por mercados alternativos, como os da Ásia e América Latina.
Apesar do cenário adverso, o Governo do RN reafirma sua confiança nas ações da Presidência da República e nos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Relações Exteriores, para garantir a soberania econômica brasileira. A expectativa é que a união de esforços permita preservar empregos, manter o ritmo de crescimento das exportações e evitar prejuízos ao setor produtivo potiguar.
