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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Política

Proposta busca integrar terapia assistida por animais ao SUS

Iniciativa em discussão na Câmara dos Deputados propõe a inclusão de novas abordagens terapêuticas

Redação
Por Redação
Proposta busca integrar terapia assistida por animais ao SUS
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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Um novo Projeto de Lei, o PL 6319/25, pretende modificar a Lei Orgânica da Saúde para incorporar a terapia assistida por animais (TAA) aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo principal desta medida é fomentar a reabilitação da saúde e apoiar indivíduos com deficiência na superação de desafios. A matéria encontra-se atualmente em fase de análise na Câmara dos Deputados.

Conforme o teor do projeto, a terapia assistida por animais abrange duas vertentes essenciais. A primeira consiste em intervenções realizadas por especialistas da saúde, como fisioterapeutas e psicólogos, com o auxílio de animais. A segunda modalidade prevê o fornecimento de animais de apoio, especificamente treinados para assistir pessoas em suas atividades cotidianas de forma autônoma, a exemplo dos cães-guia.

Regras e deveres

A proposição detalha que a disponibilização desses atendimentos estará condicionada à observância de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Tais instrumentos deverão analisar criteriosamente a efetividade, a segurança e a relação custo-benefício dos tratamentos propostos.

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Para que um paciente possa ter acesso a um animal de serviço custeado pelo SUS, será necessário atender a uma série de critérios específicos, incluindo:

  • enquadrar-se nas condições estabelecidas pelos protocolos clínicos;
  • assumir a responsabilidade legal pela custódia e pelo bem-estar do animal;
  • assegurar todos os cuidados de saúde necessários, como alimentação adequada, vacinação em dia e acompanhamento veterinário regular;
  • e manter o treinamento contínuo do animal.

O texto legislativo também estabelece a obrigatoriedade de devolução do animal ao órgão competente em situações de maus-tratos, incapacidade funcional do animal ou modificação significativa nas condições de saúde do paciente.

Justificativa

O parlamentar Rodrigo de Castro (União-MG), proponente da iniciativa, defende que, à exceção da equoterapia (terapia com cavalos), o Brasil ainda apresenta uma lacuna na regulamentação abrangente do emprego terapêutico de animais. O deputado ressalta que a interação com animais tem o potencial de diminuir a ansiedade, aprimorar a comunicação e impulsionar a motivação de pacientes submetidos a tratamentos físicos e psicológicos.

“Os animais transcendem o papel de meros assistentes; são, na verdade, parceiros essenciais para promover a inclusão integral e a participação social”, declarou o deputado.

Próximos passos

A proposta legislativa passará por uma análise conclusiva nas comissões de Saúde, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Aprofunde-se na tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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