A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio da Faculdade de Enfermagem (Faen), vem se destacando com o projeto “Direitos Sexuais e Reprodutivos: Escolhas Conscientes”, voltado à promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva com ênfase no respeito, acolhimento e informação. Coordenado pela técnica-administrativa Hosana Mirelle, o projeto surgiu a partir das demandas observadas em territórios atendidos pela universidade e atua com rodas de conversa, oficinas e serviços de saúde em comunidades, escolas e unidades básicas.
O foco do projeto são adolescentes, jovens mulheres e pessoas LGBTQIA+, com ações adaptadas aos contextos sociais de cada grupo. Um dos destaques da iniciativa é a inserção gratuita do Dispositivo Intrauterino (DIU), realizada por profissionais capacitados e acompanhada de forma contínua. A psicóloga Giselle Ferreira, usuária do projeto, elogia o acolhimento e a oferta de atendimentos no turno da noite, facilitando o acesso para quem trabalha durante o dia.
Além de combater tabus e desinformações, o projeto investe em formações contínuas para sua equipe, abordando temas como escuta qualificada, comunicação não violenta e diversidade sexual e de gênero. A proposta também está alinhada à Agenda 2030 da ONU, contribuindo para vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como saúde (ODS 3), igualdade de gênero (ODS 5) e redução das desigualdades (ODS 10).
Com parcerias firmadas com o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, cursos da própria Uern e a Secretaria Municipal de Saúde, o impacto do projeto é reforçado tanto no serviço à comunidade quanto na produção acadêmica. O aumento da procura por métodos contraceptivos e a formação de multiplicadoras nas comunidades refletem os resultados da iniciativa, que já foi apresentada em congressos e tem gerado produção científica.
A equipe agora trabalha para ampliar o alcance do “Escolhas Conscientes”, levando-o a regiões mais afastadas e consolidando parcerias com novas redes de atenção básica. Para a coordenadora Hosana Mirelle, o projeto deve continuar crescendo como “uma ferramenta de escuta, ciência e respeito às escolhas de cada pessoa”.