A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, nesta terça-feira (10), uma ação educativa voltada a empresários do setor de transporte de cargas e passageiros, além de supervisores de frota e motoristas profissionais. A iniciativa teve como objetivo orientar sobre falhas e irregularidades em sistemas de controle da emissão de poluentes em veículos movidos a diesel.
Durante a atividade, os policiais apresentaram exemplos de problemas identificados com frequência nas fiscalizações realizadas nas rodovias federais. Entre as situações observadas estão adulterações no sistema, intervenções indevidas e falhas em componentes responsáveis pela redução de gases poluentes.
Os veículos equipados com essa tecnologia utilizam o ARLA 32, um agente químico à base de ureia utilizado em sistemas de Redução Catalítica Seletiva (SCR). O produto é aplicado no sistema de escapamento para reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), gases considerados prejudiciais ao meio ambiente e à saúde.
Segundo a PRF, parte das irregularidades ocorre por tentativas de burlar o sistema ou pela falta de manutenção adequada nos equipamentos. Essas práticas podem aumentar significativamente a emissão de poluentes e provocar danos mecânicos aos veículos.
A ação faz parte de um conjunto de iniciativas realizadas em parceria com órgãos como o Ministério Público Estadual, Ibama, Polícia Científica e Polícia Civil. O objetivo é ampliar a conscientização do setor sobre a importância da manutenção correta dos sistemas de controle de emissões.
A PRF também alertou que intervenções irregulares nesses equipamentos podem configurar infrações administrativas e até crimes ambientais. As orientações integram ainda a preparação para um protocolo de fiscalização que deverá ser intensificado nas rodovias federais ao longo de 2026.
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